Foto - Divulgação/Boeing

Dennis Muilenburg, CEO da Boeing, reiterou que os aviões fabricados pela empresa estão seguros, nesta última quinta-feira, e que a fabricante não suspendeu ou diminuiu o ritmo de entregas do Boeing 737 MAX.

“Nós não mudamos nossa filosofia de design”, disse Muilenburg sobre o 737 MAX ou outros aviões que a empresa produz atualmente. Apesar disso a Boeing considera ainda alterar o software do 737 MAX em relação ao sistema de autocompensação do trim.

A Southwest já anunciou que vai receber as próximas unidades do 737 MAX com uma alteração no software, que indica ao piloto a atuação de controles automáticos, e que ele ode optar por desligar se assim quiser, como já está nos manuais do avião.

Ao mesmo tempo as autoridades de aviação da Indonésia e Índia prometeram nesta última quinta-feira mais simulações para os pilotos da Boeing 737 MAX após o acidente da Lion Air, como forma de manter os tripulantes do seu país alinhados com a 

Isso não é novo, a Indonésia e especialmente a Índia estão na mira de diversos órgãos de segurança da aviação, visto que os diversos incidentes recentes apontam para uma cultura ruim no treinamento dos tripulantes.

O órgão regulador da aviação na Índia disse que pilotos do 737 MAX devem treinar em simulador o cenário que levou ao acidente, enquanto Ministério dos Transportes da Indonésia disse que iria imediatamente impor novas exigências para o treinamento em simulador.

A Lion Air confirmou que optou por receber simuladores do 737 MAX a partir de 2019, apesar de ameaçar cancelar os 190 pedidos para a aeronave. Cada simulador do Tipo D custa entre US$ 6 milhões e US$ 15 milhões, e precisa de 12 meses da fabricação até a instalação do mesmo no local preterido pela companhia aérea.

 

Via – Reuters