Já pensou em um substituto do Boeing 787 Dreamliner para rotas curtas?

Provavelmente esse não era a atitude que o mercado esperava, mas devido ao contra-ponto da Boeing sobre qual o melhor tipo de arquitetura para a sua nova aeronave (widebody ou narrowbody) o resultado pode ser dois projetos distintos.

Esse detalhe foi revelado pelo presidente executivo da Air Lease, Steven Udvar-Hazy, uma grande empresa de leasing e cliente da Airbus e Boeing.

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O foco da Boeing continua sendo no mercado de 220 a 270 assentos, mas algumas companhias da Ásia estão interessadas em capacidade de carga, e no projeto de fuselagem oval para um novo widebody mais eficiente que o 787-8. Ao mesmo tempo, companhias da América do Norte e Europa querem um avião com a maior eficiência possível no consumo de combustível por assento, e com amplo alcance para voos transatlânticos.

“É um negócio de duas aeronaves”, disse Kevin Michaels, diretor da consultoria AeroDynamic Advisory, sobre o NMA no dia 12 de fevereiro, na reunião anual da Pacific Northwest Aerospace Alliance.

“Algumas das companhias aéreas asiáticas estão menos interessadas em alcance e mais interessadas em uma versão de maior capacidade, proporcionando o melhor desempenho econômico”, disse Udvar-Hazy. “Em última análise, acho que [o projeto] está indo em direção a dois modelos diferentes. A Boeing terá que resolver o que vem primeiro.”

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Anteriormente presidentes de companhias aéreas já tinham apontado que essa falta de definição da arquitetura atrasou o projeto em um ano, com estreia estimada para 2020.

De qualquer forma muitas companhias já demonstraram interesse no projeto NMA, a Boeing pode ter pelo menos 600 encomendas no ato de lançamento do avião, se a entrega prevista continuar estimada para 2025.

 

Via – FlightGlobal

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