Imagem conceito: FlightGlobal

Muitos acharam que, com o sucesso do Airbus A321XLR e a crise do 737 MAX, a Boeing abandonaria o desenvolvimento do 797/NMA. Mas de acordo com o novo CEO da empresa, David Calhoun, a empresa ainda está considerando desenvolver a aeronave, porém com outra perspectiva.

A Boeing vai focar na relação entre aeronave e piloto, de acordo com David.

“Vamos adotar, provavelmente, uma abordagem diferente”, disse o presidente-executivo da Boeing, David Calhoun, em 22 de janeiro, em resposta a perguntas sobre a NMA. “Vamos começar com um projeto totalmente novo”.

“Talvez tenhamos que começar com a filosofia de controle de voo antes de realmente chegarmos ao avião”, diz Calhoun sobre o desenvolvimento da NMA. “As decisões de projeto relacionadas aos “pilotos que pilotam aviões” são “muito importantes. para o regulador e para que possamos entender o assunto”.

Apesar da Boeing apontar o NMA como o avião ideal para o futuro do mercado de 200 a 300 assentos, Calhoun declarou que o foco da empresa continua sendo em desenvolver os produtos existentes, como o 737 MAX e o 777X.

No entanto, o projeto está sendo reavaliado, considerando o mercado chinês de aviação.

“As coisas mudaram um pouco… O campo competitivo é um pouco diferente”, diz Calhoun. “Temos que planejar para a China.”

“[O CEO] pediu à equipe que fizesse uma avaliação do mercado futuro e que tipo de avião é necessário para atender ao mercado futuro”, disse o porta-voz da Boeing à Reuters.

O novo CEO aponta que um valor de US$ 15 a 20 bilhões será gasto no desenvolvimento da nova aeronave.

A Boeing propôs a NMA há vários anos e previa que a aeronave teria cerca de 270 assentos, um alcance de 4.000 a 5.000nm (7.400-9.300 km) e entraria em serviço em meados da década de 2020, bem a tempo das aposentadorias dos seus jatos 757 e 767.

Nos últimos anos a Boeing adiantou alguns conceitos para o NMA, como o uso de fuselagem oval de duplo corredor, bem como a construção inspirada no 787 Dreamliner, utilizando em massa os materiais compostos para diminuição do peso total do avião. Mas a crise do 737 MAX fez a empresa congelar temporariamente o projeto.

De qualquer modo, com o 787 se aproximando de completar as entregas dos pedidos atuais, e com o mercado pedindo um novo narrowbody, a Boeing precisa gastar ainda mais dinheiro para iniciar nos próximos anos uma renovação na sua linha de aeronaves comerciais.

 

Com informações de: FlightGlobal

 

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