Boeing 737 MAX 7

A Boeing apresentou hoje (28) os seus dados financeiros relativos ao Primeiro Trimestre de 2021 (1T21), onde apresentou uma receita com queda, e prejuízo menor em comparação com o mesmo período de 2020.

A receita total da Boeing no Primeiro Trimestre foi de US$ 15,2 bilhões, uma queda de 10% em comparação com o mesmo período de 2020 (1T20). A fabricante norte-americana também registrou um prejuízo operacional de US$ 353 milhões no 1º trimestre de 2021, uma queda em comparação com o prejuízo de US$ 1,70 bilhão um ano antes.

O setor de aviões comerciais teve a maior queda na receita entre todas as divisões da Boeing, com 31% em comparação com o 1º trimestre de 2020.

De acordo com a Boeing, o prejuízo foi impulsionado por uma cobrança de US$ 318 milhões no trimestre, relacionada a uma nova frota de aeronaves presidenciais do Força Aérea dos EUA, composta por dois aviões 747-8i que estão sendo adaptados.

Já a receita menor, apesar da retomada das entregas do 737 MAX, foi afetada pelos problemas da Boeing com o controle de qualidade na produção do 787, que zerou as entregas de novos aviões deste caro modelo de dezembro até o final de março.

Ao mesmo tempo, a quantidade de serviços diminuiu, afetando significativamente a receita da empresa, bem como sua perspectiva de lucro no período. Por outro lado, as entregas do KC-46 Tanker compensaram esses problemas enfrentados pela Boeing.

No 1ª trimestre de 2021 a carteira de pedidos total da Boeing cresceu para US$ 364 bilhões, com 76 novos pedidos líquidos acrescentados durante os três meses, um resultado bom para o período. Deste total, a fabricante norte-americana tem um total de 4000 aviões comerciais que serão entregues ao longo dos próximos anos, avaliados em US$ 283 bilhões.

A Boeing obteve pedidos ao longo do 1º trimestre para 100 aeronaves 737 MAX a partir da Southwest Airlines, 25 aeronaves 737 MAX pela United Airlines, 23 aeronaves 737 MAX da Alaska Airlines e quatro aeronaves cargueiras 747 da Atlas Air.

Foram 77 aviões comerciais entregues durante o trimestre finalizado em março.

A Boeing espera retomar o quanto antes as entregas do 737 MAX, visto que diz trabalhar rapidamente para resolver os problemas recentes da aeronave. O impacto da retomada das entregas do 737 MAX está sendo positivo do lado financeiro.

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