Cockpit do 737 MAX 8. Foto - Boeing/Leo Dejillas

A Boeing descobriu em 2017 que os aviões da família 737 MAX tinham um defeito de discordância de dados no sensor de ângulo de ataque, a fabricante então colocou um prazo de três anos para implementar uma atualização dupla.

A Boeing disse que descobriu o problema em 2017, logo depois que começou a entregar seus aviões 737 MAX mais vendidos aos clientes. Mas não informou a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) sobre o defeito até depois do acidente da Lion Air.

A atualização dupla é composta por uma luz no cockpit que indica o funcionamento do sistema MCAS, e também uma atualização de software que evitaria novos problemas com o sistema.

A luz de alerta foi prontamente colocada pela Boeing, mas como um opcional da aeronave. Esse recurso só seria implementado em série em 2020.

A Boeing só acelerou o cronograma de implementação das atualizações depois do acidente com um 737 MAX da Lion Air na Indonésia.

Cerca de 370 aviões da família 737 MAX continuam parados em solo desde março, e até o momento não há uma previsão certa do retorno dos voos comerciais com o 737 MAX, que será proporcionado por uma nova atualização de software do sistema MCAS.