A Boeing anunciou hoje uma parceria com a Aerion, que está em um projeto de jatos supersônicos de uso comercial.

A ajuda da Boeing será extensa, indo desde a parte financeira do projeto até as soluções de engenharia e fabricação, visto que tem uma ampla experiência com aviões comerciais devido aos jatos militares.

Desta forma a Aerion vai redobrar seus esforços para realizar o primeiro voo da aeronave AS2 até 2023. O prazo também é apertado para a certificação do AS2, em três anos a empresa espera fazer todo o programa de testes, e assim ganhar a certificação em 2025.

A Boeing disse que “fez um investimento significativo na Aerion para acelerar o desenvolvimento de tecnologia e o design de aeronaves, e permitir viagens aéreas supersônicas para novos mercados”.

A ajuda da Boeing à Aerion será conduzida pela divisão Boeing NeXt, que pesquisa tecnologia para novas aeronaves.

Anteriormente a Lockheed Martin, uma das principais concorrentes da Boeing no setor militar, tinha anunciado uma ajuda para o desenvolvimento do AS2.

A empresa não revela os clientes que optaram por encomendar esse caríssimo jato executivo supersônico (Mach 1.4) com capacidade para 12 passageiros, mas diz que 12 aeronaves serão montadas em 2026, 23 em 2027 e 36 em 2028, depois disso a produção se estabilizará em 36 aviões por ano, a não ser que tenha um aumento da demanda.

A empresa já definiu vários pontos chaves do projeto. Os três motores serão derivados de uma variante do CFM 56, com base no núcleo do mesmo, cada motor terá 18 mil lbs de empuxo. O foco da empresa é que a GE consiga entregar algo confiável e com baixo consumo para a aeronave.

O motor será diferente do CFM 56, visto que a aeronave exige um fan frontal de menor diâmetro, e mais estágios na turbina para o voo supersônico. A exigência de muita potência na parte quente do motor é inerente ao projeto dos supersônicos, de acordo com a empresa.

Portanto, no AS2 não veremos o novo motor de ciclo adaptativo da GE, que ainda está sendo desenvolvido, e as inovações supersônicas do programa QueSST, da NASA, no qual a Lockheed foi selecionada para desenvolver as tecnologias de baixo ruído e alta eficiência aerodinâmica.