Boeing MH-139. Foto?Divulgação Boeing

A Força Aérea Americana (U.S. Air Force) concedeu um contrato de US$ 375 milhões à Boeing para o fornecimento de até 84 helicópteros MH-139, com finalidade de proteger os mísseis nucleares norte-americanos e transportar VIPs pela capital do país, assumindo o cargo do envelhecido Bell UH-1N.

Esta é a primeira parcela de US$ 2,38 bilhões que a USAF gastará neste programa de substituição. A estimativa de custo original da Força Aérea foi de US$ 4 bilhões para o programa. A primeira entrega está prevista para o ano fiscal de 2021.

O contrato estava agendado para ser concedido em junho, mas foi atrasado porque a Sikorsky apresentou um protesto de pré-adjudicação com o Escritório de Prestação de Contas do Governo dos EUA (GAO), sobre os requisitos de dados do serviço para a substituição do UH-1N Huey. Em maio, o GAO rejeitou o protesto de Sikorsky.

O programa tinha três concorrentes: a Boeing com o MH-139; Sikorsky com o HH-60U; e Sierra Nevada Corp. com o UH-60Ls recondicionados.

O MH-139 é uma versão missionada do Leonardo AW139. Leonardo produz versões civis na Itália e na Rússia, mas também na Filadélfia, onde o MH-130 será montado.

Inicialmente, a Força Aérea queria comprar os antigos UH-60As do Exército que seriam reformados e atualizados, e então considerou a compra do novo M-modelo Black Hawks em um contrato de fonte única da Sikorsky como parte do contrato plurianual do Exército. Sob pressão do Congresso, a Força Aérea decidiu realizar uma competição completa e aberta.