“A conclusão dos testes em voo do F-35 SDD é a culminação de anos de trabalho árduo e dedicação da equipe conjunta do governo e da indústria”, disse o vice-almirante Mat Winter, diretor executivo do Programa F-35.

O programa de testes do F-35 começou em 2006, e operou por mais de 11 anos, conduzindo mais de 9200 ataques simulados, acumulando mais de 17000 horas de voo e executando mais de 65000 pontos de teste para verificar o design, durabilidade, software, sensores e capacidade de armas e desempenho para todas as três variantes do F-35. 

O último voo de testes ocorreu no dia 11 de abril na Naval Air Station em Patuxent River, Maryland, quando a aeronave de testes CF-2 da Marinha completou uma missão para coletar dados de carga enquanto transportava Munições Externas de Ataque Direto (JDAM) com 2.000 libras cada (AIM), além de Mísseis de procura por calor 9X Sidewinder.

F-35 – Photo by Lockheed Martin

Das ciências de voo ao teste de sistemas nas missões, o trabalho crítico realizado pelas equipes de teste do F-35 abriu caminho para que a capacidade do Block 3F fosse entregue ao combate.

Mais de 10000 engenheiros de teste de voo, mecânicos, pilotos e equipe de suporte participaram dos testes com as três versões do F-35, demonstrando o desempenho e as qualidades de voo durante o período de testes.

Foram mais de 1500 pousos da variante F-35B na vertical, para certificar a qualidade do software que pode controlar automaticamente a descida da aeronave. Detalhe, essa é a única versão do F-35 capaz de pousar na vertical, e um dos poucos caças que fazem isso.

Foram 183 testes para aferir a separação de mísseis da aeronave, no momento de disparo, e outros 46 para conferir se a precisão do lançamento, aliado ao sistema de radar da aeronave, estava de acordo com o previsto. Outras oito missões de teste simularam uma condição de abate da aeronave, chamado pela Lockheed Martin de ‘Ameaça Avançada’.

De acordo com a fabricante, esse foi o programa de testes mais abrangente e rigoroso na história da aviação militar, principalmente por causa da tecnologia do novo caça e das variantes com diferentes características.

A Lockheed Martin disse que as melhorias continuarão, e que a fabricante buscará atualizar sempre o seu caça mais moderno, que também é fornecido para outros países.