OTAN F/A-18 Báltico Rússia Interceptação
Caças F/A-18 Hornet espanhóis rastreando uma aeronave russa sobre o Mar Báltico que não está em conformidade com os regulamentos internacionais de segurança aérea. Foto: Força Aérea Espanhola/OTAN.

Caças da OTAN desdobrados ao redor do Mar Báltico e do Mar Negro se mobilizaram várias vezes nos últimos quatro dias para rastrear e interceptar aeronaves russas perto do espaço aéreo da Aliança.

Segundo o Comando Aéreo Aliado, os radares da OTAN rastrearam várias aeronaves não identificadas sobre os mares Báltico e Negro desde terça-feira, 26 de abril. Em resposta, os Centros de Operações Aéreas Combinadas da OTAN (CAOC) em Uedem, Alemanha e Torrejón, Espanha alertaram caças da aliança militar em suas respectivas regiões para interceptar e identificar as aeronaves que se aproximavam. 

Foto: OTAN/Divulgação.

Os caças operam em regime de Quick Reaction Alert (QRA) na Polônia, Dinamarca, França e Espanha estiveram decolaram em diferentes momentos na região do Mar Báltico desde terça-feira para proteger o espaço aéreo aliado. Na região do Mar Negro, aeronaves QRA da Romênia e do Reino Unido foram lançadas para investigar aeronaves desconhecidas que se aproximaram do espaço aéreo aliado.

“Os aliados destacados do norte ao sul da Europa permanecem unificados em apoio à missão de policiamento aéreo da OTAN”, disse o Major-General Jörg Lebert, chefe do Estado-Maior do Comando Aéreo Aliado. “A resposta rápida dos dois CAOCs da OTAN demonstra a prontidão e capacidade das forças da OTAN para proteger os céus aliados 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano.”

A OTAN destaca que as aeronaves militares russas geralmente não transmitem um código de transponder indicando sua posição e altitude, não apresentam um plano de voo ou não

O Mirage 2000 francês operando a partir da Base Aérea de Amari, na Estônia, dispara em resposta a aeronaves russas perto do espaço aéreo aliado. Foto: Força Aérea Francesa/OTAN.

se comunicam com os controladores de tráfego aéreo, representando um risco potencial para os aviões civis. As aeronaves russas interceptadas nunca entraram no espaço aéreo da Aliança e as interceptações foram realizadas de maneira segura e rotineira.

A interceptação de aeronaves russas é algo comum e rotineiro, principalmente na região do Báltico onde a OTAN implanta caças para patrulhar os espaços aéreos da Estônia, Letônia e Lituânia, que não possuem aeronaves de alta performance em suas forças aéreas. 

Todavia, a situação se agrava muito mais por conta das tensões vividas no continente europeu desde o início do conflito entre Rússia e Ucrânia, que já ultrapassa os dois meses. A OTAN, que tem enviado cada vez mais armas para os ucranianos, reportou ainda neste mês que tem interceptado até quatro caças russos por dia perto do espaço aéreo da Polônia.