RAF Eurofighter Typhoon- Foto: RAF

Ontem dia 1º de dezembro um estrondo supersônico (Sonic Boom)foi ouvido e assustou muitos moradores de Londres, isso porque caças Eurofighter Typhoon da RAF precisaram colocar potência máxima para chegar a um Boeing 767-300, cujo prefixo é N725SH. A aeronave estava indo para os EUA, mas não respondia o contato do Controle de Tráfego Aéreo (ATC).

Até que se chegue a aeronave para fazer as demais verificações, os pilotos não tem muita informação do que se passa, são vetorados para o “alvo” e de lá novas medidas são feitas.

O avião interceptado foi registrado no Flight Radar e aparece no imagem abaixo:

Ouve também registros (apenas áudio) do momento que os Eurofighters Typhoons quebram a barreira do som sobre a capital inglesa, como mostra esse vídeo.

Reparem no som do Boom:

Ainda não se sabe o que levou aos pilotos do Boeing 767 não responderem ao controle ATC, mas acredita-se que tenha ocorrido um COMLOSS, que são perdas de comunicações de aviões civis com controladores de tráfego aéreo é a principal razão para a Aliança lançar aviões de combate alerta. E isso acontece com uma certa frequência de acordo com a OTAN.

Os caças também foram acompanhados por um avião-tanque Voyager de registro TTN701:

Neste vídeo abaixo produzido por um veículo de comunicação inglês mostra-se como é o trabalho de alerta rápido (QRA), com os Eurofighters da RAF:

Em 2018, o Comando Aéreo Aliado através dos Centros de Operação Aérea Combinada (CAOCs) recebeu mais de 900 relatórios das Nações Unidas sobre incidentes em que as comunicações de rádio entre um avião civil e controladores de tráfego aéreo civis foram perdidas. Em quase um em cada dez desses incidentes, as aeronaves de combate Allied no QRA são lançadas sob os procedimentos de Policiamento Aéreo da OTAN para voar até a aeronave COMLOSS para verificar a situação e fornecer visualmente instruções ao piloto para restabelecer as comunicações de rádio com a agência ATC responsável : de fato, desde 11 de setembro de 2001, o COMLOSS se tornou um problema de segurança muito sério, pois os controladores não conseguem distinguir entre falhas simples de comunicação e razões potencialmente perigosas.

 

Fonte de apoio: The Aviationist / Edição: Aeroflap