Nesta última quinta-feira (11/10) o Escritório do Programa Conjunto do F-35 (JPO), deu uma ordem para não autorizar nenhum voo com o caça nos próximos dias, uma regra válida para todas as variantes.

Essa “ordem” é para uma inspeção em todos os motores dos caças F-35, após um incidente no final de setembro, perto de Beaufort (SC) envolvendo um F-35B (com o motor diferente das versões A e C), apontar problemas nas tubulações do combustível que entra no motor.

Se na inspeção um caça F-35 tiver problemas verificados na linha de combustível até o motor, o conjunto de tubos deverá ser trocado, testes serão realizados em solo para verificar a integridade do serviço e a aeronave poderá voar novamente.

Motor F-135 que equipa o F-35 na linha de montagem final.

Mais de 320 aeronaves foram afetadas com essa medida de paralisação das frotas e verificação dos motores. O problema afeta até as aeronaves de Israel, que opera a versão proprietária F-35I, com sistemas fabricados no país.

“O Comandante da IAF, Maj Gen Amikam Norkin, decidiu tomar precauções adicionais e realizar testes em todas as aeronaves F-35I, apesar do acidente ter ocorrido em um modelo não utilizado pelo IAF e de não terem sido encontrados defeitos nas aeronaves da IAF. O teste levará vários dias e, uma vez concluído, os aviões retornarão às operações completas. Enquanto isso, se o F-35I for necessário para uma ação operacional, a aeronave F-35I estará pronta e preparada”, diz um comunicado da Força Aérea Israelense.

A Lockheed Martin está atuando junto com a Pratt & Whitney para a solução de problemas nos motores no menor tempo possível, evitando que os países clientes do F-35 fiquem vulneráveis pelo “congelamento” dessas aeronaves em solo.

Apesar disso, as duas empresas justificaram que essa medida é necessária para evitar mais problemas durante um voo, e evitar incidentes. O processo de verificação de cada motor pode demorar até 24 horas, a fabricante espera que segunda-feira todas as aeronaves sem os tubos danificados estejam disponíveis.