Boeing 767-300 Cargojet
Foto: Planespotters/ JRC | Aviation Photography

A CargoJet será a primeira empresa a utilizar em sua frota o Boeing 777-200LR convertido em cargueiro, a conversão será realizada pela empresa Mammoth Freighters. A companhia aérea com sede no Canadá emitiu um comunicado informando o acordo firmado pelas novas aeronaves.

Inicialmente o pedido será para duas aeronaves Boeing 777-200LR convertidas com opções de compra para dois Boeings 777-300ER também convertidos e mais dois da versão -200LR.

O primeiro a ser convertido será o ex-N705DN que foi aposentado pela Delta em março de 2020, após operar pela companhia norte-americana por 11 anos. A conversão da aeronave deverá começar em meados de 2022 e sua entrega para a CargoJet deverá ocorrer nos primeiros meses de 2023.

A CargoJet está investindo na ampliação de sua capacidade devido ao excelentes resultados financeiros no terceiro trimestre de 2021. A companhia aérea canadense registrou lucro de US$ 189 milhões contra US$ 162,3 milhões registrados em 2020.

A pandemia também foi responsável por impulsionar o mercado de cargas aéreas no mundo todo, com isso além das empresas serem beneficiadas com o aumento da demanda, as empresas de leasing e conversão de aeronaves também aproveitaram o aquecimento do mercado.

Boeing 777F
Foto: Autor Desconhecido

A Mammoth firmou uma parceria com a GDC Technics com sede no Texas na construção de um espaço de 840.000 m² para realizar manutenção, conversão e pesquisas em aeronaves. O foco da empresa agora é realizar conversão em aeronaves Boeing 777 que estão deixando de operar voos como aeronaves de passageiros, ganhando assim uma sobrevida.

A Boeing já possui uma versão de fábrica para o 777, entretanto nunca houve uma versão para uma capacidade maior como da versão -300. Agora com diversas aeronaves sendo aposentadas e a demanda necessitando de novos cargueiros, a Mammoth e outras empresas apostaram firme na conversão dessas aeronaves.

“Esta é a próxima geração de cargueiros convertidos que melhoraram o desempenho nas asas, usando menos combustível e emitindo menos carbono do que a atual frota de fuselagem larga.” Disse o Vice-Presidente Executivo da Mammoth, Bill Tarpley.

 

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