Foto - Austrian Airlines

O CEO da Austrian Airlines não acredita em um rápido crescimento da Aviação Regional após essa atual crise, devido à rápida retirada de muitos aviões regionais das frotas de companhias aéreas.

De acordo com Alexis von Hoensbroech, este é um ‘mercado em extinção’, devido a padronização das frotas de várias companhias aéreas, eliminando alguns aviões menores, em favores de outros ou aeronaves da família Airbus A320 ou Boeing 737.

“Nas últimas décadas, vimos que [voar] aeronaves regionais é um negócio que está morrendo, pelo menos na Europa. A maioria das operadoras de rede bem-sucedidas se desfez da maioria de suas pequenas aeronaves regionais. Achamos que é uma tendência contra a qual você não pode trabalhar, porque os preços das passagens caíram tanto que os custos unitários das aeronaves pequenas são muito grandes”, disse Alexis von Hoensbroech, CEO da Austrian Airlines.

Alexis usou como exemplo as aeronaves da própria Austrian em sua declaração no Routes Reconnected.

Antes da pandemia a companhia operava com 80 aviões de diversos modelos. Após o início da pandemia a Austrian foi obrigada a simplificar a frota, na parte regional a empresa aposentou os seus aviões Dash-8, e deixou somente os Embraer E-Jets operando voos regionais.

“Quando você encolhe, você tem a oportunidade de fazer uma limpeza acelerada da frota. (…) Portanto, decidimos que nos livraremos de toda a nossa frota de turboélices, de toda a nossa frota de aviões Airbus A319 e de três de nossas aeronaves de longo curso mais antigas que tinham quase 30 anos”, disse Alexis.

Agora o maior avião disponível na frota da Austrian Airlines depois do Embraer E-Jet é o Airbus A320.

Isso logicamente diminui o espaço para as empresas atuarem na aviação regional. Apesar do otimismo dos aviões regionais auxiliarem na recuperação de mercado, pela adequação da oferta, desde o início da pandemia a Embraer recebeu poucos pedidos para novos aviões regionais, o programa do Dash 8 foi congelado, e a ATR entregou poucos aviões ao longo de 2020.

A Mitsubishi também congelou o desenvolvimento da sua linha SpaceJet, e a Rússia viu muitos aviões Sukhoi SSJ100 ficarem em solo, enquanto os irmãos maiores assumiam os voos.