CEO da JetBlue diz que nova companhia de Neeleman poderá ser um sucesso

Foto - JetBlue/Reprodução

A nova companhia aérea americana está se aproximando de alcançar os céus, entretanto a nova empresa está nascendo em meio a tempos difíceis. Para o CEO da companhia fundada por David Neeleman, Robin Hayes da JetBlue, acredita que a Breeze terá muito sucesso se souber explorar mercados onde não há uma grande exploração de outras empresas. 

A Breeze é a mais nova companhia de David Neeleman e dos EUA sob o conceito de low cost. A nova companhia irá começar suas operações em 2021 com aeronaves que se encaixam bem nas projeções da companhia incialmente. A frota será composta por Airbus A220 novos e Embraer 195 vindos da Azul.

O CEO da JetBlue afirmou que a nova empresa terá muito sucesso também se fizer tarifas bem mais em conta em mercados ainda não explorados. Robin Hayes diz não ter medo de uma futura competição caso as duas empresas estejam concorrendo pelo mesmo mercado.

“Acho que, na medida em que [Breeze] consegue identificar mercados que não foram explorados historicamente, se houver demanda, eles podem estimular isso por meio de tarifas mais baixas. Acho que será um sucesso.” Disse Robin Hayes, CEO da JetBlue.

Segundo o CEO, a JetBlue possui uma malha mais voltada a conectar cidades de forma direta sem a necessidade de vários hubs de conexões. Em uma observação, o executivo disse que cerca de 85% a 90% dos passageiros da empresa voam de um ponto ao outro de forma direta. 

Breeze Airways
Foto: Breeze

David Neeleman ainda não revelou qual será a malha feita pela Breeze, mas disse que a empresa estará focada em atender mercados onde não há ofertas de outras empresas. Reforçou ainda que vai manter a metodologia de ligar uma cidade a outra de forma direta sem a necessidade de paradas.

“A questão é, até que ponto consideramos o que está acontecendo no momento como sustentável ao longo do tempo? Eu acho que, se você é uma companhia aérea que construiu uma estrutura de custos em torno de um viajante a negócios com tarifas mais altas, então não é realmente prático obter o tipo de retorno que eles precisam para fazer voos de lazer.”


“Então pode ser algo que você faça no curto prazo para gerar caixa. Mas gerar caixa é uma estratégia temporária. O que você precisa fazer em algum momento é voltar a construir margem e lucratividade. Acho que, à medida que o mercado de viagens de negócios se recupera, e vai, pode não estar onde estava, mas vai se recuperar com o tempo, você verá muitos desses voos sendo redistribuídos. ” Disse Robin Hayes.

“Tenho certeza de que vamos vê-los. Acho que temos um plano muito claro no qual nos concentramos, então, se eles se transformarem em mercados em que voamos, vamos competir com eles.” Completou.

 

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