Em uma entrevista para o Estadão, o presidente da LATAM Brasil, Jerome Cadier, apontou os problemas causados pela decisão da Avianca Brasil de postegar a negociação das dívidas com as empresas de leasing.

De acordo com a decisão do juiz Tiago Limongi, da Vara de Recuperação e Falências de SP, o novo prazo para a Avianca apresentar um plano de pagamento das empresas vai até abril. Pelo menos 40% da frota da companhia está em risco.

Para Jerome Cadier, essa manobra “vai encarecer o aluguel dos aviões para todas as companhias do Brasil.”

Por ele a empresa está desrespeitando o tratado de Cape Town com aval da justiça, e isso afeta a estabilidade das negociações entre empresas do exterior 

“Para mim, não é tanto a questão de ser a Avianca ou qualquer outra companhia. O problema é o desrespeito a uma convenção à qual o Brasil aceitou se submeter. E o que acontece quando há esse desrespeito? O risco e a insegurança regulatória no País aumentam, e muito. E a gente está num mercado que é racional. Se há insegurança, os preços sobem. E sobem para todo mundo. Todos os donos de aviões vão aumentar o preço desse leasing. Vão alegar que é impossível retomar avião no Brasil, que o País não respeita as convenções”, disse Jerome sobre a insegurança jurídica devido a essa decisão.

De acordo com Jerome, a LATAM está com o pagamento do leasing de suas aeronaves em dia, e até o momento não recebeu nenhuma ameaça dos credores sobre o aumento do valor acordado entre as empresas. Apesar disso, ele desconfia que se ocorrer, pode sobrar para todas as companhias.

 

Veja a entrevista completa em: cultura.estadao.com.br/blogs/direto-da-fonte/decisao-sobre-avianca-traz-inseguranca-diz-presidente-da-latam/