A Ryanair é a maior companhia Low Cost da Europa, e notavelmente a sua clara expectativa nos últimos anos está sendo crescer ainda mais, além de diminuir ainda mais o preço base da tarifa.

Mas em uma companhia aérea há mais coisas para fazer, ao invés de só comprar mais aviões. Então o CEO da Ryanair, Michael O’ Leary descreveu os passos da companhia neste ano.

 

Operacional

Para a Ryanair o primeiro passo em 2018 será resolver seu problema com pilotos. Explicamos melhor, ano passado a Ryanair precisou cancelar 18000 voos devido a um problema no gerenciamento das férias dos seus pilotos, na época a companhia negou que tinha um quadro de funcionários inadequado ao número de voos, mas agora fala em treinar mais pilotos.

Os cancelamentos causaram um grande prejuízo financeiro para a Ryanair, além de manchar a sua imagem ao deixar vários passageiros sem outra opção de voo na companhia.

De acordo com O’ Leary, a Ryanair contratou 1,3 mil novos pilotos desde março de 2017, e os últimos ainda estão treinando, estarão habilitados até abril para o período de alta temporada (e demanda) na Europa.

Até o final de 2018 a Ryanair contratará mais 900 pilotos.

A companhia também está negociando com vários sindicatos de pilotos da Europa, para evitar novas greves e interrupções. Aqui não é a pauta financeira, mas a Ryanair também quer evitar um aumento excessivo dos salários.

O’ Larry também disse que está quase finalizando um sistema para integrar as operações da Ryanair com a Aer Lingus. “Esperamos que possamos corrigir todas as questões de TI ao longo dos próximos meses”.

 

Financeiro

Para comercializar passagens a preços baixíssimos a Ryanair busca outras alternativas de aumentar sua receita, e cobrir o custo em ser uma grande Low Cost.

A companhia planeja continuar expandindo outros serviços, como o ‘Ryanair Rooms’, que estreou recentemente e já está sendo utilizado por uma pequena parcela (de 2%) dos clientes da companhia. O incentivo é um crédito de 10% para usar em voos da Ryanair, com base no preço da reserva do hotel ou quarto escolhido.

A Ryanair também deverá comprar de seis a sete novos simuladores, como dito acima, para treinar novos tripulantes. O gasto será por volta de US$ 50 milhões, mas o investimento compensa, esse tipo de equipamento dura muitos anos, e também evitará o problema já citado sobre os voos cancelados.