Azul LATAM

Na última semana o CEO da LATAM Brasil relatou que a companhia não estava sendo negociada para a venda, após uma especulação da Azul sobre procurar consolidar o mercado. 

E novamente a companhia voltou a negar o interesse em vender a LATAM Brasil, mas agora partindo diretamente da empresa controladora, no Chile.

“Categoricamente e com toda ênfase, nem nossa empresa no Brasil nem nenhum dos ativos que a Latam possui estão à venda”, disse Roberto Alvo, que comanda o Grupo LATAM, em uma entrevista para a EFE publicada neste fim de semana.

“Estabelecemos uma meta de sairmos [da Recuperação Judicial] até o final do ano e estamos trabalhando muito para alcançá-la”, disse Roberto Alvo durante a entrevista, ressaltando que a empresa está trabalhando para sair deste período complicado com uma estrutura mais enxuta, de menores custos.

“Não há nenhuma intenção de separar a operação Brasil do grupo. A força da Latam está na complementaridade das operações (nos diferentes países). Separar não faz sentido econômico para o grupo”, disse Jerome Cadier ao Estadão no último dia 25 de maio.

Jerome ainda confirma que em nenhum momento discutiu com a Azul sobre a compra da LATAM Brasil. A resposta do executivo vem após especulações sobre uma tentativa de compra da unidade brasileira da LATAM pela companhia fundada por Neeleman, durante a crise.

Durante a pandemia, em meados de 2020, os presidentes das duas aéreas não descartaram uma fusão entre as empresas, apesar de também negar o interesse nessa junção em muitos momentos.

Sem ênfase da LATAM sobre uma possível venda, apesar dessa ser possível através de negociações com os credores, fica no mercado a dúvida sobre a aposta da Azul em consolidar o mercado de aviação brasileiro. Retirando a LATAM, atualmente a Azul tem a opção de fusão com a GOL, VoePass e subrregionais como a ASTA e a Abaeté.

O principal impacto de toda essa movimentação foi no mercado acionário. As ações da LATAM na bolsa de Santiago chegaram a cair 20% durante a última semana, e a negociação foi suspensa nos Estados Unidos. Já a Azul registrou uma grande alta das suas ações, que foram negociadas a quase R$ 47, hoje elas estão sendo negociadas a R$ 42,50 em média.

A LATAM Brasil é uma das maiores filiais do Grupo, representando uma boa parte da receita do mesmo, bem como das operações domésticas e internacionais. O Brasil, por sua vez, tem o maior mercado doméstico de aviação entre os países da América Latina, este está se recuperando de forma acelerada em comparação com o mercado de voos internacionais.