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(Reuters) – O novo chefe da Administração Federal de Aviação (FAA), Stephen Dickson, planeja viajar nesta semana para Seattle, como forma de pilotar o 737 MAX utilizando um simulador “recém-configurado” com o novo software.

A FAA confirmou que Dickson, que assumiu o cargo na FAA em meados de agosto, não tem um cronograma firme para o 737 MAX voltar a realizar voos comerciais, ou sobre quando a Boeing entregará a documentação final. A FAA disse que Dickson também planeja realizar uma visita a equipe de certificação de aeronaves, em Seattle.

A Boeing também ressaltou que estava nos últimos passos para encaminhar à Boeing um pacote de atualizações, com finalidade de certificar novamente o 737 MAX. A empresa norte-americana disse que todo o processo de aprovação da FAA, que vem acompanhando o desenvolvimento do novo software desde novembro de 2018, demoraria cerca de 4 a 6 semanas.

A Boeing também destacou que a certificação pode até sair em outubro, mas as companhias precisariam de um ou dois meses para treinar novamente seus pilotos, no contexto do novo software, e atualizar todas as aeronaves de uma frota, além de revisar esses aviões que ficaram parados desde março. A FAA evita destacar alguma data.

Durante o período de re-certificação do Boeing 737 MAX, a FAA exigiu uma mudança no software que já tinha sido atualizado, depois que testes em um simulador indicou que ainda havia um efeito indesejado de comportamento do software, em junho deste ano, isso atrasou um pouco o programa de certificação da aeronave, em conjunto com uma recente exigência da FAA de um segundo computador para o sistema MCAS, que até então funcionava sem redundância de hardware.