O porta-aviões chinês Liaoning liderando um grupo de batalha. Foto: Reuters.

A China afirmou na segunda-feira (05) que os exercícios com grupos de batalha de porta-aviões perto da costa de Taiwan se tornarão “regulares.” O comunicado de Beijing vem logo após o Ministério da Defesa taiwanês informar sobre mais um incursão chinesa na sua ADIZ (Zona de Identificação de Defesa Aérea). 

O grupo de batalha chinês está realizando “treinamentos de rotina” em águas perto de Taiwan, liderado pelo porta-aviões Liaoning, primeira embarcação do tipo a ser operada pela Marinha Chinesa, tendo entrado em serviço em 2012. 

A China informou que “exercícios similares serão realizados regularmente no futuro” com o objetivo de “aumentar a sua capacidade de salvaguardar a soberania nacional, a segurança e os interesses de desenvolvimento.”

Segundo a Reuters, o Ministério da Defesa do Japão disse no domingo que o Liaoning, acompanhado por cinco navios de escolta, cruzou o Estreito de Miyako a caminho do Pacífico.

O Global Times, publicação do Partido Comunista Chinês, disse que o novo destróier pesado Type 055 está no grupo de batalha do Liaoning, afirmando que “a combinação de porta-aviões e grandes destróieres Tipo 055 se tornará uma configuração padrão dos grupos de tarefas de porta-aviões chineses no futuro.”

O Nanchang, primeiro destróier pesado da classe Type 055.

Também na segunda-feira o Ministério da Defesa de Taiwan informou que pelo menos oito caças e outras duas aeronaves não identificadas voaram pela sua ADIZ, em uma tentativa de demonstração de soberania da China. 

Oito caças J-16 e J-10 (quatro de cada), uma aeronave anti-submarino e outro avião de alerta aéreo antecipado estiveram envolvidos nesse evento. O governo da pequena ilha, a qual a China diz ser um território rebelde, tem reclamado dos sobrevoos constantes. 

A Força Aérea de Taiwan enviou uma patrulha aérea de combate e alertou os aviões chineses para longe, acrescentou o ministério. No final do mês passado, Taiwan relatou que 20 aeronaves chinesas estavam envolvidas em uma dessas incursões.

A Reuters diz que não houve resposta imediata do Ministério da Defesa da China, explicando que mesmo que a Força Aérea Chinesa não tenha sobrevoado Taiwan, os voos aumentaram a pressão, tanto financeira quanto física, sobre a força aérea da ilha para garantir que suas aeronaves estejam prontas para partir a qualquer momento, no que as autoridades de segurança descrevem como uma “guerra de atrito.”

Caças J-15 Flying Shark a bordo do porta-aviões Liaoning. Foto: Imaginechina via AP.