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O Ministro da Defesa de Taiwan Chiu Kuo-cheng afirmou que a China estará pronta para tomar a ilha a partir de 2025, dizendo também que as tensões militares com o país são as piores em mais de 40 anos. 

Chiu fez essas afirmações nesta quarta-feira durante uma audiência com legisladores, onde ele tenta promover um pacote aumentando os gastos militares para US$ 8,6 bilhões nos próximos cinco anos. Com o pacote, Taiwan reforçaria seu investimento na produção e desenvolvimento de armas nacionais, incluindo mísseis e navios de guerra. 

Em menos uma semana, a China enviou 150 aviões militares para a Zona de Identificação de Defesa Aérea (ADIZ) de Taiwan, com a maior incursão de todas sendo registrada na segunda-feira: 56 aviões voaram no sudoeste da ADIZ, perto das Ilhas Pratas. Taiwan, visto como um país semiautônomo para a comunidade internacional, é considerado um território rebelde por Pequim.

F-16C de Taiwan interceptando um bombardeiro chinês H-6. Foto: Força Aérea Taiwanesa.

A Presidente taiwanesa, Tsai Ing-wen, afirmou em um artigo do Foreign Affairs na terça-feira que a China não desistiu de sua ambição de anexar Taiwan. Ela alertou que após muitos anos de investimento de dois dígitos em seu comportamento militar e expansionista no Estreito de Taiwan, a China está “substituindo seu compromisso com uma resolução pacífica por uma postura agressiva”. Tsai acrescentou que haveria consequências “catastróficas” para a paz e a democracia na Ásia se a ilha caísse nas mãos da China.

Ao ser questionado por um legislador sobre as atuais tensões militares com a China no parlamento, Chiu Kuo-cheng, disse que a situação era “a mais séria” em mais de 40 anos, desde que ele se juntou às Forças Armadas, acrescentando que havia o risco de “disparo acidental” através do sensível Estreito de Taiwan.

Caças Shenyang J-16 da Força Aérea Chinesa. Na segunda-feira (04), 38 dessas aeronaves voaram na ADIZ de Taiwan. 

Chiu disse que a China já tem a capacidade de invadir Taiwan e será capaz de montar uma invasão em “escala total” até 2025. “Em 2025, a China reduzirá os custos e o desgaste ao mínimo. Ela tem capacidade agora, mas não iniciará uma guerra facilmente, tendo que levar muitas outras coisas em consideração”, afirmou. Pequim já afirmou múltiplas vezes que tomaria Taiwan à força caso o país declare independência total. 

As constantes ações da China só aumentam a tensão geopolítica naquela região, o que já foi criticado principalmente pelos Estados Unidos, principal aliado de Taiwan.

“Os Estados Unidos estão muito preocupados com a atividade militar provocativa da República Popular da China perto de Taiwan, que é desestabilizadora, corre o risco de erros de cálculo e mina a paz e a estabilidade regionais. Instamos Pequim a cessar sua pressão militar, diplomática e econômica e coerção contra Taiwan”, afirma o Departamento de Estado dos EUA em comunicado do dia 03/10. 

Via Reuters, Defense World

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