Airbus A321 da Aeroflot Manchester United Rússia
Airbus A321 da Aeroflot. Foto: Divulgação

Com o embargo causado pelas sanções econômicas à Rússia, várias fabricantes de aeronaves interromperam o suporte para os aviões operados pelas companhias aéreas russas. O resultado foi a falta de componentes para a manutenção dos aviões.

A Rússia decidiu procurar a China para fornecer indiretamente os componentes para aeronaves de companhias aéreas russas. Contudo, o Governo Chinês negou a transferência de peças de aeronaves para a Rússia.

Agências como a Interfax citaram Valery Kudinov, um funcionário da Rosaviatsia responsável pela manutenção da aeronavegabilidade do avião, dizendo que a Rússia buscaria oportunidades para obter peças de países como Turquia e Índia após uma tentativa fracassada de obtê-las da China.

Ao mesmo tempo, as companhias aéreas da Rússia estão negociando o leasing de suas aeronaves, com risco do governo impedir a devolução destas, causando um calote de aproximadamente US$ 10 bilhões no mercado financeiro.

Muitos aviões russos estão parados atualmente, pelo cancelamento em massa de voos internacionais da Aeroflot e da S7 Airlines.

Além das medidas do governo russo de direcionar as empresas aéreas do país a operar voos apenas em território nacional ou para a Bielorrússia, as autoridades querem que os registros das aeronaves sejam alterados.

No entendimento das autoridades russas, as aeronaves que tem em sua maioria possuem registros das Bermudas, se foram alteradas poderão ter mais dificuldades para localizar e revogar os certificados daquelas aeronaves.

 

Com informações da Reuters.