Clientes de aviação geral ficam até 20 vezes menos expostos ao vírus, de acordo com empresa de fretamento

A Flapper, com sede no Brasil, relata um rápido aumento nas solicitações de fretamentos internacionais e projeta alta demanda para abril e maio. A empresa compartilha as melhores práticas do setor.

Diante do crescente risco de propagação do Coronavírus nas Américas, o setor de aviação geral parece estar particularmente bem posicionado para cumprir a lacuna deixada pela aviação comercial. Frotas aéreas impedidas de operar e uma demanda crescente por transportes menos expostos ao vírus podem afetar positivamente o setor, preparado para voar com empresários, equipes médicas e transportes de carga.

Especialistas apontam para o fato de que a aviação geral oferecer de 20 a 30 vezes menos oportunidades para a disseminação de vírus. Se houver até 600 pontos de contato expondo os passageiros ao risco de contágio em um único voo comercial, há até 20 interações desse tipo quando o voo é particular. Para este último, considera-se o contato com os motoristas (um para cada lado do percurso), funcionários no hangar (geralmente 2 contatos antes e depois do voo) e a tripulação (2 pilotos). Os operadores de táxi aéreo possuem maior controle sobre os processos de higienização de suas aeronaves, o que combinado com os terminais executivos menos congestionados, afeta positivamente a exposição dos passageiros ao vírus. Algumas das melhores práticas para limitar a disseminação do Covid-19, comumente compartilhadas entre os órgãos nacionais de aviação executiva incluem:

  • Uso de desinfetante antiviral entre cada voo. Os interiores  de todas as aeronaves fretadas devem ser devidamente limpos,enquanto todos os itens que não podem ser higienizados devem ser devidamente descartados.
  • Disponibilizar álcool gel para desinfecção das mãos para cada passageiro nos lounges,banheiros e interiores das aeronaves.
  • Monitorar a saúde da tripulação e dos pilotos.
  • Medir regularmente a temperatura.
  • Durante as pernoites,direcionar a tripulação para hotéis menores.
  • Planejar reabastecer com antecedência, evitando o risco dos aeroportos fecharem inesperadamente no dia do voo.
  • Limitar o contato dos passageiros com profissionais do lounge,pilotos e a equipe de vendas do fretamento.
  • Selecionar terminais que permitam um embarque mais rápido,com contato limitado com outras pessoas. 

A crescente demanda por voos executivos já foi confirmada por inúmeras empresas do setor. A Flapper, focada na América Latina, registrou um crescimento de 69% na solicitação de voos internacionais no primeiro trimestre de 2020, em comparação com o período anterior. A empresa também destaca um rápido crescimento no ticket médio das passagens e pedidos urgentes para voos de última hora.

Paul Malicki, CEO da empresa, diz: “Vimos o número total de cotações recebidas através do aplicativo no primeiro trimestre de 2020 chegar até agora a 25’700, em comparação a 22’500 no ano passado. No mesmo período, o valor médio dos pedidos de fretamento cresceu de R$45.600,00 para quase R$77.700,00. Em março, em particular, cerca de 57,60% de todas as cotações foram referentes a voos no mesmo dia ou no dia seguinte, comparado a apenas 28,30% em março de 2019”.

A empresa relatou anteriormente um alto número de pedidos vindo de turistas presos na América Latina e atualmente participa de inúmeras missões com o objetivo de trazer os estrangeiros de volta aos seus países de residência.

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