A Itapemirim deve investir no setor de aviação comercial, após uma tentativa no passado de comprar outra companhia aérea, a Passaredo.

A afirmação foi realizada pelo presidente da Itapemirim, Sidnei Piva, em uma entrevista para a Folha de S. Paulo.

De acordo com Paiva, um fundo soberano dos Emirados Árabes Unidos deve investir cerca de R$ 2,1 bilhões na nova empresa de aviação, para a companhia já começar grande, com uma encomenda para 35 aviões.

Curiosamente, a Itapemirim vai optar por um modelo de avião pouco utilizado no Brasil, com poucos tripulantes e mecânicos qualificados, o Bombardier Q400, um turboélice concorrente do ATR 72, utilizado pela amplamente pela Passaredo, MAP e Azul.

Serão pelo menos 15 unidades do Q400, e mais 20 aviões CRJ1000, um jato com capacidade para 100 passageiros.

Além disso, a nova companhia aérea, de acordo com Paiva, deverá ter concessões de aeroportos regionais.

Antes em crise, agora a Itapemirim tem um aporte bilionário para reforçar a área de transportes do Governo de São Paulo. O acordo envolve o próprio governo, com aval do João Dória, além de fundos que podem partir dos grupos Mubadala e Abu Dhabi Investment Authority (ADIA).


A Itapemirim já operou anteriormente, na década de 90, durante um curto período como companhia aérea cargueira, na época voando com os lucrativos Boeing 727.
 
 
 

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