A TAP Air Portugal está renovando a sua frota de aeronaves desde o início de 2018, adicionando aviões sem uso e de nova geração, que prometem uma maior economia de combustível e também conforto para os passageiros.

Mas além da economia nos custos com o pagamento da fornecedora de Querosene (QAV), a TAP também está sentido a diferença dos novos aviões na área de manutenção, após substituir aviões com cerca de 20 anos de uso por aeronaves provenientes da fábrica da Airbus.

No geral a TAP já economizou 81 milhões de euros somente em 2018. A companhia gastou 192,4 milhões de euros em 2017, somente na parte de manutenção da sua frota, mas em 2018 a TAP teve um gasto de 111,75 milhões.

Esse número também pode incluir uma remodelação do modelo de manutenção da TAP, e vale ressaltar que em 2018 a companhia tinha mais aviões na sua frota, em comparação com 2017. 

A economia também é parte de uma mudança na filosofia da companhia aérea, que agora está optando pelo leasing operacional, com manutenção a cargo da empresa que detém a propriedade do avião. Em 2018 foram 65 aviões de leasing operacional, contra 57 em 2017, a companhia também diminuiu significativamente os aviões por leasing financeiro, como dito anteriormente, devolvendo essas aeronaves ou removendo da frota.

Além dessa alteração, a TAP retirou da sua frota os aviões do modelo Fokker 100 e alguns Airbus A319 mais antigos, e inseriu na frota ao longo de 2018 cerca de três aviões A330neo, um A320neo e quatro A321neo.

Novo A321LR pode criar novas rotas, ou substituir o A330-200 em algumas de menor demanda.

Os aviões mais novos exigem uma quantidade menor de checks. O primeiro Check-C, tipo mais pesado que pode durar de 15 a 20 dias, só acontece após cerca de 18 meses de operação da aeronave, neste período a aeronave realiza manutenções e revisões leves, que garantem a segurança operacional.

Neste ano a empresa deve ter um resultado ainda mais positivo, em comparação com 2018, visto que a TAP vai incorporar na sua frota cerca de 30 novos aviões, diretamente da Airbus, e retirar os aviões antigos da sua frota, como alguns A330-200 e os A340-300.

“A TAP tem atualmente em curso um grande programa de modernização de frota onde integrará, até 2025, 71 novas aeronaves consideravelmente mais eficientes do ponto de vista de consumo de combustível e emissões de dióxido de carbono para a atmosfera. A TAP será assim uma das companhias com uma das frotas mais modernas, mais eficientes e amigas do ambiente”, disse a empresa anteriormente.

Estudo da companhia mostrando a eficiência de cada aeronave em voos de média e longa distância.

Os novos aviões também devem apresentar uma ampla melhora na índice de despachabilidade dos voos, evitando novos atrasos, além de melhorar significativamente o gasto da empresa com combustível para os propulsores.