Embraer
Foto - KLM/Reprodução

Fontes do Airfinance Journal apontam que a Embraer está estudando desenvolver uma linha de conversão com E-Jet em cargueiros, para empresas que desejarem fazer uma conversão real da aeronave para operações de cargas.

O estudo ainda está ocorrendo, e a Embraer pode lançar ainda em dezembro uma perspectiva para este mercado. Durante a pandemia muitas companhias passaram a utilizar aviões de passageiros, que estavam excedente na frota, para operações adaptadas de carga, como a Azul.

A conversão do cargueiro E-Jet da Embraer se concentrará nos modelos E190 e E195, pois eles preenchem uma lacuna entre os modelos Boeing 737-300 e ATR 72.

A Embraer não está estudando uma possível conversão para os membros menores de sua frota porque eles não teriam folga entre a porta de carga e o motor, apurou o Airfinance Journal.

O Airfinance Journal disse que se a Embraer aprovar o projeto de conversão do cargueiro, o protótipo poderá estar pronto para voar até o final de 2022, com entregas já para 2023. O cargueiro contempla uma conversão completa, até com porta dianteira de embarque de cargas, e mudanças no interior para a retirada dos acabamentos.

“O projeto de conversão do E190 é independente dos voos de carga da Azul”, diz uma fonte com conhecimento dos planos do fabricante. “A ideia por trás do programa de conversão é obter uma solução OEM de longo prazo para essas frotas”, acrescenta a fonte.

A proposta da Embraer pode ser uma boa proposição em termos de volume e velocidade quando comparada aos cargueiros turboélice. Mas ter como alvo o segmento inferior do mercado será um desafio. A capacidade de carga de um E190-E1 é de cerca de 11 toneladas de carga.

O grande atrativo é o valor de aquisição de aeronaves E-Jet E1 da Embraer atualmente, que varia entre US$ 9 milhões a US$ 12 milhões para um E195-E1. Algumas empresas podem vender por até US$ 6 milhões, considerando a baixa demanda do momento.

 

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