Comissão Europeia apoia resgate de 3,4 bilhões para a KLM

O pacote de resgate de 3,4 bilhões de euros do governo holandês para a companhia aérea KLM foi aprovado pela Comissão Europeia nesta última segunda-feira (13/07).

O dinheiro era necessário com urgência pela companhia aérea para manter a liquidez. A comissão concordou que a companhia aérea desempenha um papel crítico na economia holandesa.

O fato de a KLM estar em boa situação financeira na virada do ano novo significava que era mais fácil para a companhia aérea receber o resgate e não violar as regras temporárias da UE que limitavam os auxílios estatais.

Os períodos de reembolso de empréstimos com menos de seis anos estavam dentro dos limites europeus, e o órgão político ficou satisfeito com os cortes nos salários da alta administração e na proibição de dividendos.

O resgate inclui um empréstimo de um bilhão de euros diretamente da Holanda e 2,4 bilhões de euros em empréstimos bancários que contam com o apoio do Estado holandês.

“A KLM desempenha um papel fundamental para a economia holandesa em termos de emprego e conectividade aérea. A crise atingiu o setor da aviação particularmente difícil”, disse Margrethe Vestager, vice-presidente executivo da Comissão responsável pela política de concorrência.

“Os Países Baixos impuseram certas condições à medida de auxílio em relação à alocação de lucros, condições de trabalho e sustentabilidade. Muito bom. Os Estados-Membros são livres para elaborar medidas alinhadas com seus objetivos políticos e regras da UE”, continuou ela.


A Comissão Europeia observou que a KLM é o segundo maior empregador privado na Holanda. Com quase 37 mil funcionários, a empresa é responsável por manter os Países Baixos conectados aos seus interesses no exterior e aos destinos na Europa e no mundo.

“Desde o início do surto de coronavírus, a KLM também desempenhou um papel essencial no repatriamento de cidadãos e no transporte de equipamentos médicos”, afirmou a Comissão Européia em comunicado.

 

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