E190-E2 durante o Farnborought Airshow. Foto - Aeroflap

Na semana passada, a transportadora nacional da Papua-Nova Guiné, Air Niugini, declarou publicamente que atrasou a entrega de seus jatos Boeing 737 MAX até 2024. A companhia aérea de Port Moresby tinha quatro aviões 737 MAX encomendados, com entregas previstas para começar este ano.

O interessante do anúncio da companhia é que, nos planos futuros para a frota, ela pode incluir aeronaves Embraer E-Jet E2, enquanto não recebe os 737 MAX.

“Esse atraso (dos 737 MAX) dará à companhia aérea mais tempo para concluir uma revisão mais ampla de seus planos de frota, incluindo um futuro avião para substituir os jatos regionais menores da Fokker. Isso determinará se o MAX ainda é apropriado para a Air Niugini, ou se outros produtos da Boeing serviriam melhor como substitutos dos tipos de aeronaves Fokker, Boeing 737 e 767 existentes na companhia aérea”, disse o executivo-chefe da Air Niugini, Alan Milne.

A companhia aproveitou a situação do 737 MAX, de paralisação total desde março de 2019, para adiar as entregas de sua encomenda, e avaliar até mesmo a troca do pedido do 737 MAX pelo Embraer E2, de acordo com Milne.

Com os aviões da Embraer, a Air Niugini pode ter uma opção intermediária, em tamanho e alcance, entre o Fokker 100 e o Boeing 737. O avião da Embraer se destaca por ter um custo bem menor de aquisição, mesmo na versão E195-E2 com 146 assentos, e proporciona praticamente a mesma economia de combustível do 737 MAX, bem como o conforto para os passageiros.

No entanto, apesar do interesse de Milne, ele não divulgou a preferência da companhia em meio a linha E-Jet E2, que tem três aeronaves de tamanhos diferentes.

A Air Niugini voa com dois aviões Boeing 767-300, um Boeing 737-700, um 737-800, mais uma frota regional de 15 aviões Fokker 70 e Fokker 100, além de alguns turboélices Dash-8.


 

Via – Aerotelegraph

 

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