A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, na sigla em inglês) e a Associação de Transporte Aéreo da América Latina e Caribe (ALTA) estimam que o setor aéreo tem um custo extra de R$ 1,3 bilhão com a atual precificação do combustível dos aviões, o querosene de aviação (QAV).

Esse valor refere-se a 2017 e leva em conta toda a atividade de aviação no país, incluindo a regular (doméstica e internacional), geral e militar, entre outras.

Com a resolução da Agência Nacional do Petróleo (ANP) que pretende dar mais transparência à formação de preços de combustíveis, biocombustíveis e gás natural – cuja minuta está em consulta pública por 30 dias desde o dia 15 de agosto – as três entidades esperam ter acesso à fórmula de precificação do QAV para poder contribuir com sugestões que tragam mais eficiência e competitividade ao transporte aéreo.

“A ABEAR, a IATA e a ALTA fazem um alerta sobre a importância de o combustível dos aviões ter uma fórmula de precificação mais transparente e que reduza os custos do setor, beneficiando os passageiros”, afirma o presidente da ABEAR, Eduardo Sanovicz.

“O preço do combustível de aviação no Brasil é um dos mais altos do planeta! Desenvolver uma precificação atrelada a uma fórmula transparente de preços para diminuir os custos é de fundamental importância para o crescimento sustentável do transporte aéreo em todo o país”, acrescenta o diretor geral da IATA para o Brasil, Dany Oliveira.

“O combustível de aviação é o maior e mais importante item de custo das companhias aéreas. Uma mudança na precificação atual do querosene de aviação auxiliaria no desenvolvimento do transporte aéreo no Brasil, contribuindo para o desenvolvimento econômico e o crescimento do país”, disse o diretor executivo da ALTA, Luis Felipe de Oliveira.

O querosene de aviação, responsável por quase um terço do preço do bilhete aéreo, alcançou na semana de 20 de agosto o seu maior valor histórico pago pelas companhias aéreas no Brasil, em torno de R$ 3,30, incluindo impostos.

Segundo dados da ANP, é o maior preço registrado desde 2002, ano em que entrou em vigor a liberdade tarifária no Brasil, o que derrubou as tarifas aéreas à metade do valor cobrado até então. Só nos últimos dois anos, o QAV acumula alta de 82%.

Texto via – ABEAR