Daqui algumas semanas o A350-1000 ganhará sua certificação de tipo, que permite operar voos comerciais com a aeronave. E para prosseguir com a adaptação à entrada em serviço desse avião, a Airbus está convidando algumas companhias para participar de seções em simuladores, que além de servir como treinamento para os primeiros pilotos, também resulta em melhorias no processo de incorporar a aeronave em uma companhia aérea.

A primeira companhia que foi convidada pela Airbus foi a Cathay Pacific Airways, que disponibilizou alguns pilotos do A350-900 pra realizarem treinamento nos simuladores, trazendo uma experiência real da operação do A350 nos voos regulares.

“Nossos próprios pilotos são brilhantes em seus trabalhos, testando tudo como deveriam fazer de acordo com as características desejadas de teste de voo; mas eles tendem a operar como especialistas, pois estão completamente familiarizados com nossos produtos e sempre se concentram em melhorar a aeronave”, explicou Catalin Perju, chefe de testes do A350XWB na Airbus, abordando sobre o comportamento dos pilotos de testes.

Esse processo todo é para garantir a maturidade do A350XWB ao entrar em serviço, visto que a Airbus não trabalha com pressões específicas que os funcionários de uma companhia aérea encontram fora do período de testes, que no geral é mais tranquilo e não envolve vários voos ao dia.

Os pilotos tem poucos minutos para configurar a aeronave para o voo, incluindo rota e checklists, os técnicos em manutenção trabalham com um curto tempo de solo entre os voos, e precisam checar rapidamente os sistemas e corrigir algo, caso tenha necessidade.

“Se não houver falha no sistema, eles podem voar sem mais investigação, assim é possível evitar um potencial atraso”, explicou Christophe Hocrelle, engenheiro de operações de manutenção e voo. “Se houver uma situação de falha, agora otimizamos nosso procedimento para dar às companhias aéreas uma resposta mais rápida à questão crucial: Ainda podemos voar?”

Os mecânicos usam um sistema de verificação de existência da falha, que anula falsos-positivos, e encurtam o tempo de trabalho em solo e evitam uma substituição de peças desnecessária. O procedimento da Airbus é com base no registro automático de falhas e na lista mínima de equipamentos, visto que nos testes há margem para atrasos.

Michael Lanson, um engenheiro de testes em simulador na Airbus, disse que a campanha no simulador que durou três dias com Cathay Pacific envolveu um mês de preparação, seguido de uma quantidade similar de tempo para analisar os resultados e apresentar as soluções.