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A Rússia sofreu diversas sansões que afetam diretamente a economia local e também toda a indústria do país, um dos mais afetados foi o setor aéreo. Por causa disso, as companhias aéreas precisam encontrar formas de manter suas aeronaves ainda ativas.

Entre as sansões, as três maiores fabricantes de aeronaves do mundo decidiram não enviar mais peças para manutenção das aeronaves que voam pelas empresas russas. Além disso, há uma ‘guerra’ judicial sobre o controle desses aviões.

Companhias aéreas como Aeroflot, S7, não podem realizar voos internacionais a uma extensa lista de países. 

A aviação russa enfrenta sem dúvidas, o seu pior e mais critico momento, tanto que foi cogitado até a retomada de fabricação de aviões no país para que as companhias não ficassem totalmente desamparadas. 

Outra forma e talvez a mais provável de ser realizada seria a canibalização de aeronaves para conseguir estoque de peças. Tirando partes de outras aeronaves, as companhias aéreas conseguiriam manter sua frota ativa por mais tempo.

As peças retiradas de outras aeronaves são principalmente as mais importantes para que o avião fique pronto para assumir voos em segurança. Em alguns casos, após a canibalização das peças, o avião que serviu como alvo de retirada de peças é enviado para o ferro velho. Há previsão de que isso comece em algumas semanas.

Outra forma é canibalizar de aeronaves que já estejam sem voar há algum tempo, ou até mesmo de aviões já sucateados dependendo do estado da peça. 

A medida que essas ações são feitas, a frota poderá reduzir significativamente já que as peças retiradas podem impedir o avião de realizar voos. 

Em um relatório não oficial no qual o CH Aviation teve acesso, indica que o futuro da aviação na Rússia não é promissor. 

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Em razão principalmente de diversas aeronaves novas não serem entregues para as companhias aéreas por causa das sansões. Apesar disso, o governo russo se comprometeu a fabricar no país, mais aviões para as empresas conseguirem operar.

Essas aeronaves fabricadas em território russo custará aos cofres públicos cerca de US$ 9,7 bilhões, chegando a 1.000 aviões fabricados até 2030. 

O número iria ajudar as companhias aéreas a se manterem em operação, porém ainda sofrerá diversos impactos principalmente por conta da inflação causada pela guerra contra a Ucrânia. É previsto que se as sansões continuarem, mais da metade das aeronaves no país não estarão voando.

Outra medida que seja possível as companhias aéreas tentarem, seria compra de peças de países onde não há sansões econômicas e politicas. A China foi um dos países consultados mas negou o fornecimento, é possível que Índia e Turquia sejam consultadas.

Não só as empresas da Rússia estão sofrendo impactos financeiros, companhias aéreas do Japão e da Finlândia precisaram refazer algumas rotas para evitar o espaço aéreo russo, consequentemente consumir mais combustível e tempo de voo maior.

 

 

Com informações da Simple Flying