Foto - Paul Gordon/Boeing

O chefe da IATA alertou nesta terça-feira (03/09), sobre uma discrepância entre os reguladores globais em certificar o 737 MAX da Boeing para realizar voos comerciais, o que pode vir a criar um precedente preocupante para futuros lançamentos de aeronaves.

“Com o 737 MAX, estamos um pouco preocupados … porque não vemos a unanimidade normal entre os reguladores internacionais que deveria ser o caso”, disse Alexandre de Juniac, diretor geral da IATA, à repórteres antes de uma cúpula em Chicago.

“Vemos uma discrepância que é prejudicial para a indústria”, disse Juniac citando as companhias aéreas.

Em uma declaração por e-mail, a FAA afirmou ter um “relacionamento transparente e colaborativo” com outros órgãos da aviação civil em todo o planeta, enquanto continua sua revisão das alterações de software no Boeing 737 MAX.

“Cada governo tomará sua própria decisão de retomar voos com a aeronave, com base em uma avaliação de segurança completa”, afirmou a FAA. “Nossa primeira prioridade é a segurança, e não estabelecemos um prazo para quando o trabalho [de certificação] será concluído”.

Juniac destacou que “Se os reguladores desejam mudar o processo de certificação único, que o façam “coletivamente”. Isso, para Juniac, é para criar novas previsões para as empresas do setor, e mitigar os custos extras com a paralisação do 737 MAX ou a certificação de uma nova aeronave que possa surgir no futuro.