Concessionado, Aeroporto de Salvador conclui 1ª etapa das obras de ampliação e melhorias

Foto - Ricardo Botelho/Ministério da Infraestrutura

O Aeroporto Internacional de Salvador está maior e mais moderno. Com um investimento de R$ 700 milhões, o concessionário Vinci Airports entregou, nesta quarta-feira (11), a primeira etapa das obras de ampliação e melhorias do aeródromo baiano.

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, participou da cerimônia ao lado do governador da Bahia, Rui Costa, do prefeito de Salvador, ACM Neto, do secretário nacional de Aviação Civil, Ronei Glanzmann, e de executivos do grupo Vinci.

O ministro Tarcísio de Freitas elencou investimentos no estado da Bahia – em estradas, portos, aeroportos regionais e rodovias – e fez um balanço do programa de concessões de ativos de infraestrutura do governo federal, projetando os próximos anos.

“O governo federal vai investir, no total, cerca de R$ 10 bilhões no estado nos próximos anos”, afirmou Freitas. “Isso é uma demonstração do apreço, do esforço e da importância da Bahia no âmbito do nosso planejamento de transportes”.

Sobre as concessões, o ministro lembrou que, ao longo de 2019, foram leiloados 27 empreendimentos, entre aeroportos, uma rodovia, portos e uma ferrovia. Até 2022, deverão ser concedidos projetos que demandarão R$ 217 bilhões em investimentos privados ao longo dos próximos 30 anos.

Freitas comemorou os investimentos e a entrega em dia das obras do Aeroporto de Salvador. O cronograma e as exigências do contrato de concessão do governo federal com a Vinci para a primeira fase das obras foram cumpridos.

No total, o terminal de passageiros ganhou mais 22 mil metros quadrados de área construída, a exemplo da ampliação da área de embarque e do novo píer, com seis pontes de acoplagem de aeronaves. As melhorias permitiram o aumento da capacidade operacional do aeroporto de 10 milhões para 15 milhões de passageiros por ano.


 

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA – As duas pistas foram reformadas, trazendo mais segurança para as operações. A habilitação da pista auxiliar para receber aeronaves de até 36m de envergadura, como o Boeing 737 e Airbus A320, permitiu que a mesma passasse a ser melhor aproveitada pela aviação comercial. A maior parte da frota da aviação doméstica é formada por aviões desse porte.

Outras mudanças estruturais vão aumentar a segurança e a eficiência do aeroporto, como a ampliação do pátio de aeronaves em 45 mil metros quadrados, a renovação das subestações de energia elétrica, a instalação de um sistema de detecção e combate a incêndio em 100% do terminal de passageiros e a implantação de um sistema de automatização das operações.

Foto – VINCI Airports/Divulgação

Também foram construídas uma Estação de Tratamento de Efluentes, que permitiu o reuso de água, e uma nova Central de Resíduos para aumentar a taxa de reciclagem. Em busca da eficiência energética, foram instaladas lâmpadas de LED em todo o terminal, equipamentos antigos foram trocados e está em andamento a implantação da usina de energia solar. O Aeroporto de Salvador, segundo o grupo Vinci, será o primeiro do país a produzir energia suficiente para prover parte significativa de sua demanda diária.

Os investimentos contemplaram ainda a renovação do sistema de refrigeração e a ampliação da área comercial. Até janeiro de 2020, a previsão do concessionário é a de que tenham sido inaugurados cerca de 50 estabelecimentos, entre opções de varejo, alimentação e serviços.

 

PRÓXIMAS CONCESSÕES – A segunda etapa das obras já teve início em 1º de novembro e tem prazo até outubro de 2021 para conclusão. Com volume de intervenções menor do que o registrado na primeira fase, contempla o acréscimo de dez posições de check-in, a implantação de mais duas pontes de embarque e a ampliação do número de canais de inspeção nas áreas doméstica e internacional.

Salvador é o terceiro aeroporto concedido na 4ª rodada a ter obras entregues neste ano, depois de Florianópolis (28 de setembro) e Porto Alegre (19 de novembro). O próximo aeroporto concedido a concluir a primeira etapa de melhorias é o de Fortaleza, ainda sem data para a solenidade. Todos os concessionários estão cumprindo o cronograma.

Em 2020, outros 22 aeroportos, divididos em três blocos regionais, serão concedidos ao setor privado, durante a 6ª rodada, incluindo os de capitais como Curitiba/PR, Manaus/AM e Goiânia/GO. Em 2022, 19 aeroportos, incluindo São Paulo/Congonhas e Rio de Janeiro/Santos Dumont, devem ser leiloados na 7ª rodada. Os investimentos privados previstos nas concessões da 6ª e da 7ª rodadas somam R$ 10,27 bilhões, divididos ao longo dos próximos 30 anos.

 

Via – Ministério da Infraestrutura

 

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