C-130J Super Hércules Foto/Divulgação: U.s Airforce

A “briga” de concorrentes faz parte do capitalismo, empresas querem vender seus produtos aos clientes e com isso fazem de tudo para comercializar. Na aviação não é diferente, a Boeing concorre com Airbus e vice-versa.

Na aviação militar uma nova ‘briga’ está surgindo e o KC-390 da Embraer está no meio, concorrendo com ele atrás de compradores está o clássico Hércules da norte-americana Lockheed Martin, especificamente o modelo C-130J, no qual o LM-100J se baseia.

A Lockheed Martin aposta no clássico avião que tem seus méritos, um deles é a capacidade de levar muita carga. Contudo, a empresa aeroespacial dos EUA deve ficar atenta para as vantagens do KC-390 que é a principal em relação ao C-130J, a velocidade.

Foto – Embraer/Reprodução

“Devido à velocidade do avião e à capacidade de carga, podemos completar uma missão com menos aeronaves do que a concorrência”, diz Walter Pinto Junior, vice-presidente do programa KC-390. “Voamos mais rápido para podermos completar a missão mais rapidamente.”

A Lockheed Martin não contesta a velocidade do KC-390, em vez disso a empresa argumenta que essas capacidades são irrelevantes. A empresa norte-americana diz que a maioria dos clientes quer uma aeronave tática que possa voar baixa, lenta e pesada – características que exigem um turboélice.

“A vantagem de um turboélice em um C-130 é que ele é um motor de velocidade constante. Você está apenas mudando o passo da hélice para obter mais impulso”, diz Frese. “Então, esse campo pode ser mudado muito rapidamente”, diz Tony Frese, vice-presidente de desenvolvimento de negócios para mobilidade aérea e missões marítimas da Lockheed Martin.

Lockhhed Martin C-130J- Foto: Us Airforce

“No show aéreo de Farnborough, um dos principais destaques que gostaríamos de fazer com a demonstração foi mostrar sua manobrabilidade”, continua.


De fato, na Farborough de 2018 o público presente, bem como os amantes da aviação ao redor do mundo, ficaram impressionados com a capacidade de manobras do C-130J, uma aeronave pesada de transporte tático.

Demostração do C-130J (LM-100J), na Farborough 2018:

 

Demonstração do KC-390 na Farnborough 2018:

Um dos questionamentos da Lockheed e que o C-130J pode voar lento e a baixa altitude e isso é contestado pela Embraer, segundo, Walter Pinto Junior, “Podemos realizar reabastecimento em voo para helicópteros”, diz Pinto. “Então precisamos voar muito devagar, como 120kt, para essas missões, isso graças ao sistema fly-by-wire”.

A Embraer busca as vendas internacionais do KC-390 e isso será feito este ano no Paris Airshow, onde o KC-390 estará presente. Uma venda internacional está garantida, e é para Portugal que deve receber as aeronaves em breve.

A FAB começará a receber as aeronaves ainda este ano, ao todo serão 28 exemplares do KC-390 que ficaram sediados na ALA1, em Anápolis-GO.

A Embraer pode dar uma jogada esperta pois já existe um mercado de defesa da empresa dentro dos EUA, é o caso dos A-29 Super Tucanos feito sob licença pela Sierra Nevada, que já vendeu o A-29 Super Tucano para países como Afeganistão, Líbano e Nigéria. E estes Super Tucanos são feitos nos EUA.

Porém, a Embraer ainda não sabe se faria uma linha de produção do KC-390 nos EUA agora que foi fechado o acordo entre a Boeing e a Embraer. Vale lembrar que a parte de defesa da Embraer ainda é de controle da empresa brasileira, sobre tudo do governo.

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