Mesmo com o apoio do presidente Donald Trump e do secretário de Defesa James Mattis para manter a venda dos caças Lockheed Martin F-35A para a Turquia, o Congresso dos Estados Unidos está se preparando para agir com finalidade de revogar a autorização de venda, concedida pela mesma instituição.

Essa decisão ficará a cargo do Comitê de Serviços Armados da Câmara e o Comitê de Serviços Armados do Senado, que ainda depende de um estudo do Departamento de Defesa sobre as consequências e vantagens de remover a Turquia do programa F-35, que atualmente tem 10 empresas com sede no país para a fabricação da fuselagem central e outras partes estruturais em materiais compostos.

Um bloqueio desse processo é possível, se o secretário de Defesa Jim Mattis submeter ao Congresso um relatório sobre o status do relacionamento dos EUA com a Turquia, justificando a validade da venda e os prejuízos que a saída do país pode trazer para o desenvolvimento do programa.

O estudo do Departamento de Defesa é justamente para elaborar um plano alternativo para obter peças de aeronaves, caso o país seja retirado da cadeia de fornecimento. Além disso o Departamento precisará dizer os riscos de implementar o míssil russo em um caça norte-americano.

O problema da venda de caças F-35 para a Turquia se iniciou no míssil S-400, negociado com a Rússia para garantir a defesa antiaérea, após uma recusa dos Estados Unidos de vender um equipamento semelhante ao país.

O contrato com a Rússia não é somente de desenvolvimento, mas de transferência tecnológica, possibilitando que a Turquia tenha esses mísseis no futuro de fabricação própria. Logicamente esse ponto não foi bem visto pelos Estados Unidos, além de perderem um contrato na faixa de alguns milhões de dólares.

Vale ressaltar que no mês passado (junho) a Turquia recebeu os dois primeiros F-35A, fabricados pela Lockheed Martin nos Estados Unidos.

 

Via – FlightGlobal