O Conselho de Administração da Embraer ratificou hoje (11/01) a aprovação prévia dos termos da parceria estratégica com a Boeing. Ontem, o governo brasileiro autorizou a negociação, que irá possibilitar ambas as empresas a acelerar o crescimento em mercados aeroespaciais globais.

A parceria será submetida, então, à aprovação dos acionistas, das autoridades regulatórias, bem como a outras condições pertinentes à conclusão de uma transação deste tipo. Caso as aprovações ocorram no tempo previsto, a expectativa é que a negociação seja concluída até o final de 2019.

A Boeing vai pagar o montante de US$ 4,2 bilhões para a Embraer, pela participação de 80% na nova joint-venture de aviação comercial da empresa, que englobará os aviões regionais da Embraer, como a linha E-Jet E1 e E2.

A joint-venture da aviação comercial será liderada por uma equipe de executivos sediada no Brasil, incluindo um presidente e CEO. A Boeing terá o controle operacional e de gestão da nova empresa, que responderá diretamente a Dennis Muilenburg, presidente e CEO da Boeing. A Embraer terá poder de decisão para alguns temas estratégicos, como a transferência das operações do Brasil.

As empresas também chegaram a um acordo sobre os termos de uma segunda joint-venture para promover e desenvolver novos mercados para o avião multimissão KC-390. De acordo com a parceria proposta, a Embraer deterá 51% de participação na joint venture e a Boeing, os 49% restantes.