Conselho de investidores da Azul aprova joint-venture com a TAP Air Portugal

Sendo negociada desde 2017 entre as companhias, o conselho de investidores da Azul aprovou nesta semana uma joint-venture com a veterana TAP Air Portugal.

Com a aprovação dos investidores, o primeiro passo para este processo, a Azul agora inicia uma organização interna para começar a buscar os meios de aprovar essa JV com os órgãos reguladores.

Ao todo a companhia precisará pelo menos de 6 meses para estabelecer a Joint-Venture com a sua companhia parceira, contando mais um tempo para aprovar com os órgãos reguladores.

A informação foi compartilhada pelo Vice Presidente de Receitas da Azul, Abhi Shah, durante um Workshop para Imprensa nesta terça-feira (10/12).

O foco da Joint-Venture é unificar malhas de voos, para aumentar as opções ao cliente e a conectividade, além de unificar os programas de acumulação de pontos. A Azul deve terminar 2019 com 107 destinos atendidos no Brasil, e com a Joint-Venture, a TAP deverá se beneficiar de maioria desses destinos, conectando seus voos internacionais para 11 cidades brasileiras com a malha doméstica da Azul.

A joint-venture irá selar ainda mais a relação entre TAP e Azul, que compartilham relações de propriedade comum através do fundador da Azul David Neeleman. Ele é acionista da Atlantic Gateway e possui uma participação de 37% na holding da TAP, incluindo a parte acionária do sócio Português e do Governo de Portugal.

Desde que a Atlantic Gateway comprou parte da TAP no final de 2015, a companhia aérea iniciou um processo de renovação da frota e está transformando seus serviços em uma operação de baixo custo, o famoso modo Low Cost, também incorporado na Azul.


Depois que a Atlantic Gateway assumiu a administração da TAP algumas aeronaves sobressalentes da Azul, durante a crise econômica no Brasil, foram transferidas para a TAP, expandindo as operações da companhia portuguesa que estavam bastante engessadas, outros aviões voltaram para o Brasil, como os dois A330 da Azul emprestados para a TAP, enquanto a companhia não recebia os A330-300.

Desde então a companhia brasileira colabora com a TAP, assim como a companhia portuguesa também colabora na frota da Azul, através dos seus voos que conectam Lisboa à vários destinos na Europa.

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