A companhia aérea estatal da Venezuela, a Conviasa, paralisou seus voos domésticos e internacionais nesta última semana, relatando dificuldades financeiras e falta de dinheiro, além disso as aeronaves da companhia estavam sem seguro, visto que a mesma não estava pagando as parcelas mensais.

A frota da companhia é composta por 15 aeronaves Embraer E190, configuradas com 104 assentos, além de mais 7 aviões Cessna 208 Caravan, para voos regionais. Foi fundada oficialmente em 31 de maio de 2004 pelo presidente venezuelano Hugo Chavez e também contava com uma aeronave Boeing 747-400, alugada da Wamos Air, para realizar voos de Caracas para Madrid, na Espanha, e Buenos Aires, na Argentina.

A companhia não declarou como irá proceder com as passagens que já foram compradas, no momento a companhia encontra-se com caixa negativo e incapaz de pagar as suas responsabilidades legais, bem como realocar os passageiros em voos de outras companhias aéreas. A Wamos Air já declarou que não pretende alugar novamente o 747-400 para a Conviasa, dessa forma se a companhia retomar seus voos terá que fazer as rotas de longa distância com o E190.

A Conviasa já realizou voos para países do Oriente Médio, como a Síria e o Irã, sem muito sucesso usando um Airbus A340-200 que pertencia à Conviasa. Em 2007, a União Européia proibiu a companhia aérea venezuelana de operar seu A340-200 em voos para Madri, depois de ser reprovada em em auditorias de segurança.

Várias companhias já retiraram voos da Venezuela, depois da crise que assola o país nos últimos anos, entre essas companhias estão a Air Canada, a Alitalia, a Lufthansa, a LATAM, a GOL e a Insel Air. As companhias Brasileiras alegaram no cancelamento dos voos a falta de repasse do dinheiro pelo governo venezuelano, atualmente a Venezuela deve milhões de dólares para as companhias aéreas brasileiras, visto que o país confiscou todo o dinheiro das passagens.