Copa Airlines
Foto - Copa Airlines/Divulgação

Na última semana divulgamos por aqui sobre a criação do Grupo Abra, uma junção administrativa entre a Avianca, GOL e Viva Air. Toda a movimentação surpreendeu o mercado de aviação, principalmente pelo porte da nova holding, que tem cerca de 80% do tamanho da LATAM, que domina o mercado atualmente.

E a Copa Airlines, uma das aéreas de grande importância da América Latina, declarou nesta semana durante uma divulgação de resultados que está confiante, e pode superar os desafios impostos pela consolidação entre as aéreas.

A companhia panamenha é uma parceira de longo prazo da GOL e da Avianca na América Latina, e possivelmente pode ver os codeshares acabarem. Pedro Heilbron, que é presidente-executivo da Copa, declarou que a empresa está bem posicionada no mercado, e está confiante que vai superar os desafios.

“Enfrentamos muitos desafios e consolidação… nos últimos 20 anos e geralmente temos uma boa resposta, e geralmente nossa resposta é fazer mais do mesmo, mas apenas de uma maneira melhor, mais eficaz e mais eficiente”, disse Heilbron. “No final das contas, temos um modelo de negócios muito sólido e resiliente, que pelo que li [sobre a Abra], não está realmente perdendo sua força ou sua singularidade.”

“Podemos ser a única companhia com o produto certo para o viajante de negócios em nossa parte do mundo, e isso é uma vantagem”, disse Heilbron. “Temos um modelo de negócios único e muito forte. Mostramos a capacidade de manter os custos baixos e reduzi-los quando necessário. Temos aviões eficientes, temos um produto forte, uma rede forte – estamos realmente confiantes de que estamos em uma boa posição”.

A Copa é conhecida por utilizar o Aeroporto internacional de Tocumen, na Cidade do Panamá, para conectar passageiros de norte a sul do Continente Americano. O modelo de negócios em rotas é bem parecido com o da Emirates, de conectar lados, porém com uma frota única de aviões Boeing 737.

Por este motivo, a Copa consegue conectar passageiros em destinos que não são atendidos por outras companhias aéreas, com uma única conexão no Panamá. O grande risco para a companhia panamenha é a Avianca ganhar forças para replicar o modelo em Bogotá, principal base da empresa.

Heilbron não divulgou se a Copa Airlines pode futuramente negociar para entrar no Grupo Abra, e fortalecer ainda mais a sua presença na América. Outra opção é a Copa se unir à United e Azul, para ganhar forças no mercado contra a LATAM, Avianca e GOL.

 

Com informações de FlightGlobal.