Coreia do Norte testa mísseis a 1 mês de prazo para retomada de conversas com EUA

Foto - KCNA via REUTERS

(Reuters) – Após um mês de interrupção nos testes de mísseis, a Coreia do Norte lançou dois mísseis de curto alcance no mar de seu litoral leste nesta quinta-feira, o que pareceu o teste mais recente de seus novos lançadores de foguetes múltiplos, disseram os militares sul-coreanos.

Os lançamentos ocorreram perto do encerramento do prazo do final do ano que Pyongyang deu para os Estados Unidos retomarem as conversas de desnuclearização, que atualmente estão congeladas.

O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul (JCS) disse que o vizinho do norte lançou os dois mísseis no mar com lançadores na cidade costeira de Yonpo perto das 17h (horário local).

Os foguetes percorreram até 380 quilômetros e alcançaram uma altitude de 97 quilômetros, disse o JCS.

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, disse que o lançamento foi uma ameaça não somente ao seu país, mas à região e além, mas seu Ministério da Defesa disse que o projétil não entrou no espaço aéreo japonês ou em sua Zona Econômica Exclusiva.
 

“Manteremos contato próximo com os Estados Unidos, a Coreia do Sul e a comunidade internacional para monitorar a situação”, disse Abe aos repórteres.

O lançamento foi o primeiro desde 31 de outubro, quando a Coreia do Norte testou o que chamou de lançadores de foguetes múltiplos supergrandes, que também haviam sido usados em testes realizados em agosto e setembro que foram supervisionados pelo líder norte-coreano, Kim Jong Un.

Analistas acreditam que Pyongyang está tentando demonstrar progresso no desenvolvimento de armas enquanto as negociações com Washington permanecem no limbo.


Os militares sul-coreanos expressaram um “forte pesar”, exortando Pyongyang a parar de atiçar a tensão militar.
 

“Tais atos da Coreia do Norte não ajudam os esforços para amenizar a tensão na península coreana”, disse Jeon Dong-jin, diretor de operações do JCS, em um briefing.

O teste também ocorreu uma semana depois de Seul recuar de uma decisão de descartar um pacto de compartilhamento de inteligência com o Japão, um elemento central da cooperação de segurança entre os aliados cruciais dos EUA na região.

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