A Air New Zealand (ANZ) declarou nesta terça-feira (31) que precisará demitir em breve cerca de 3500 funcionários (de 12500), devido à queda drástica na demanda por viagens, algo que pode fazer a companhia perder até US$ 3 bilhões de receita em 2020.

“Infelizmente, o Covid-19 nos viu passar de uma receita de US $ 5,8 bilhões para o que está chegando a ser menos de US $ 500 milhões anualmente com base nos padrões atuais de reservas que estamos vendo”, disse o CEO da ANZ.

Isso tem o potencial de ser “catastrófico” para a Air New Zealand, disse ele.

A Nova Zelândia enfrenta atualmente um bloqueio de fronteiras de nível 4. As viagens domésticas são limitadas a trabalhadores essenciais. Todos os outros foram informados que permanecem em casa, exceto para compras de comidas e cuidados médicos essenciais.

A Air New Zealand tem boa parte dos seus voos apoiados em rotas internacionais de longa distância, de onde provêm a maior parte da receita da companhia aérea, cerca de 66% do total. Esses voos foram todos cancelados.

“Esperamos que, mesmo em um ano, seremos pelo menos 30% menores do que somos hoje”, prevê o CEO.

A Air New Zealand cortou 95% de seus voos ao enfrentar a crise e concordou com um empréstimo em espera do governo de até NZ$ 900 milhões.


Enquanto a companhia encara o problema de ter aviões parados em solo, e com o pagamento chegando todos os meses, além do pagamento de funcionários, o foco agora é minimizar os gastos, e garantir que mesmo com uma menor receita, a companhia aérea consiga sobreviver à crise.

 

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