Foto - Embraer

O CRO (Chief Revenue Officer) da Azul, Abhi Shah, disse durante uma palestra no evento CAPA Latin America Summit Aviation & LCCs mais sobre a parceria da Azul com a TAP, após a compra da empresa portuguesa por David Neeleman, até hoje o maior acionista individual da Azul.

De acordo com ele, na crise brasileira, que teve os seus maiores efeitos entre 2015 e 2016, a Azul precisou diminuir o tamanho da sua frota e, portanto, retirar algumas aeronaves seria um problema, se não houvesse a TAP.

“A coisa mais difícil do mundo é retornar aeronaves, é realmente muito difícil e muito caro. A sinergia entre a TAP e a Azul chegou ao ponto em que as transportadoras colocaram padronizaram serviços e os A320neos das companhias têm especificações comuns”, disse Abhi.

Neste período Abhi citou que a Azul precisou repassar 15 aviões para a TAP, e isso foi bom para ambas as companhias aéreas. A TAP necessitava de novos aviões para expandir suas rotas, e os E-Jets chegaram em boa hora, além dos ATRs para voos de menor demanda. A Azul repassou até mesmo alguns A330 para a TAP, enquanto ela não recebia os A330-300 usados que seriam incorporados na frota.

Além disso a Azul ganhou dinheiro em toda essa história, e evitou deixar aeronaves ociosas na sua frota. A companhia ganhou dinheiro por alugou esses aviões para a TAP.