Foto - Airbus

Em seus voos de Dallas (Fort-Worth) para Cancún, no México, a American Airlines se destacou nos últimos dias por uma rota não direta, acrescentando uns bons minutos aos seus voos.

De acordo com publicações do View From The Wing, a companhia utilizou nesses últimos dias um Airbus A321 sem a chamada “maritimização”, uma configuração de uma aeronave onde a mesma tem botes infláveis salva-vidas, e que permite voo em regiões sobre mares e oceanos.

O problema da rota é exatamente esse, para realizar um voo direto de Dallas para Cancún a aeronave precisa sobrevoar uma extensa área de mar, no Caribe. Sem os botes a bordo, o avião fica limitado ao sobrevoo do continente, ou pelo menor próximo dele, visto que em caso de pouso na água não haverá os botes para auxiliar no resgate dos passageiros.

Nas imagens acima temos a diferença de rota, sendo que na última imagem o tempo de voo é de 30 a 40 minutos maior, e às vezes pode demorar até uma hora a mais, só pelo fato de voar “costeando” o continente.

Esses A321 citados até então são provenientes da US Airways, que se fundiu com a American Airlines em 2013, a característica desses aviões é que eles não tem o acessório opcional a bordo.

Normalmente no interior de uma aeronave os botes salva-vidas ficam no teto, perto das saídas de emergência. Na foto acima temos o interior do A321neo da Azul, que vamos publicar mais sobre na avaliação que postaremos hoje, por aqui achamos os botes salva-vidas.

Junto do bote, também observamos que nos dois bagageiros superiores há kits de sobrevivência, logo nas proximidades das saídas de emergência.


O famoso voo 1549 do Rio Hudson, do comandante Sully, pousou na água após uma emergência que levou ao desligamento dos dois motores do avião. Nessa situação, como o avião da US Airways não tinha botes, os passageiros ficaram alojados nas asas enquanto o avião não afundava, e utilizando os escorregadores infláveis da aeronave para flutuar na água, como na foto abaixo.

No entanto, a American Airlines pode em breve atualizar esses aviões para o novo interior, com maior densidade de assentos, e assim arrumar essa questão de padronização que acaba por atrapalhar nas operações da companhia aérea.

 

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