Aeronaves elétricas são aquele tipo de veículo que ainda está engatinhando no mercado, a tecnologia na aviação é avançada, mas todo novo conceito precisa de muitos testes antes de entrar no mercado.

Além disso as aeronaves elétricas sofrem de um problema conceitual, que é o peso constante das baterias, inviabilizando um avião de maior porte.

Mas o DARPA (Defense Advanced Research Projects Agency), uma agência do Governo dos EUA especializada em projetos militares, escolheu um projeto para um veículo aéreo não tripulado elétrico, e detalhe, o objetivo será testar a viabilidade do carregamento das baterias via laser, em voo.

Os componentes responsáveis por recarregar as baterias devem entrar em testes a partir de janeiro de 2019, inicialmente a meta é conseguir transferir energia a uma distância de 10 km.

Silent Falcon, nome do protótipo, tem suas asas cobertas por painéis solares, e além disso tem esse mesmo componente até na cauda do avião. Os painéis seriam responsáveis por receber a energia em forma de luz do laser e converter em energia elétrica.

Somente com a energia solar e suas baterias, o Silent Falcon poderá voar por cinco horas seguidas, sem pousar, se o projeto de transferir energia der certo, a aeronave poderá estender sua autonomia em muitas horas, tornando o voo quase infinito.

O Super PBD, nome dado ao conjunto de componentes da unidade de potência, 

No entanto os engenheiros ainda enfrentam restrições de segurança, mesmo que esse projeto seja militar.

“Há grandes problemas de segurança ao disparar um laser para o céu”, disse John Brown, presidente do projeto Silent Falcon. “Esse teste será feito a 10km, mas esperamos que o alcance seja aumentado significativamente no futuro”.

Mais detalhes do projeto não foram divulgados, visto que essa é uma tecnologia sensível e ainda em desenvolvimento, algo que poderia ser copiado por outros países. Mas no entanto sabemos que o avião tem 2,3 metros de comprimento e 4,27m de envergadura. O peso total é de 15kg e o payload máximo é de 3kg, suficiente para uma câmera e um sistema de transmissão sem fio.

O custo total de desenvolver o SUPER PBD é de US $ 2,2 milhões, disse Brown.

 

Via – FlightGlobal