David Neeleman pode vender sua participação na TAP Air Portugal

Foto - TAP/Divulgação

David Neeleman parece estar interessado em vender sua participação na TAP Air Portugal, inicialmente para um grande grupo de companhias aéreas, que seria capaz de reestruturar a companhia portuguesa.

Atualmente Neeleman tem uma participação indireta de 27% no capital total da TAP, após aumentar sua participação no início deste ano.

Neeleman tem cerca de 40% do capital da Atlantic Gateway através do seu próprio nome e cerca de 11% através da Global Airlines, a sua participação através da Azul é indireta, visto que a empresa brasileira tem capital aberto e outros investidores no negócio, mas completa os 53,3% de participação no Atlantic Gateway.

A participação a ser comercializada é diretamente na participação de Neeleman no grupo Atlantic Gateway.

Ainda não está claro qual a intenção de Neeleman, e nem quem pode assumir suas ações na TAP a partir do primeiro trimestre de 2020. Ele pode trocar suas ações por uma participação em outro grupo, ou literalmente vender.

As companhias Lufthansa e United demonstram interesse em comprar uma parte da TAP, anteriormente. O Governo Português ou Humberto Pedrosa, do Atlantic Gateway, podem ficar com a parte do governo, caso não tenha interessados.

Durante seu período como acionista da TAP, desde 2015, após ganhar de German Efromovich em um concurso do Governo de Portugal para leiloar parte da empresa, David Neeleman encontrou dificuldades para administrar a TAP, que sofria constantes intervenções do Governo Português na administração privada.


Frota “novinha” pode reduzir custo por passageiro transportado em até 25%.

No período a Atlantic Gateway trocou o CEO da companhia, e colocou Antonoaldo Neves, ex-CEO da Azul Linhas Aéreas, no cargo. A companhia portuguesa conseguiu melhorar sua imagem perante ao passageiro, com uma renovação completa da frota, que hoje é mais eficiente no consumo de combustível e na melhoria do interior, para o conforto do passageiro. Mesmo com as mudanças, a “privatização” ainda sofre com a influência do Governo Português.

Atualmente Neeleman continua como acionista da Azul, com aproximadamente 5% das ações, e atua para lançar em 2020 sua nova companhia aérea nos Estados Unidos, a Moxy Airways. No entanto, neste ano David Neeleman foi forçadamente retirado do poder de voto como acionista da falida Aigle Azur, e provavelmente perdeu seu investimento na companhia aérea francesa.

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