No dia 23 de outubro de 1906, o brasileiro Alberto Santos-Dumont concretizava um sonho a bordo do 14-Bis, no Campo Bagatelle, na França. O que poucos imaginavam à época era que, a partir daquele desejo de um homem conquistar os ares, uma revolução era iniciada com o surgimento do universo da aviação. Na mesma proporção, cada dia mais crescia o fascínio de tantas pessoas pelo voo.

A data foi instituída como Dia do Aviador e Dia da Força Aérea Brasileira. E este mês, o Notaer traz os depoimentos de militares que escolheram o cockpit como ambiente de trabalho. Integrantes da FAB, de Norte a Sul do Brasil, das Aviações de Caça, Patrulha, Busca e Salvamento, Transporte, Asas Rotativas e Reconhecimento, contam suas histórias, seus desafios, como decidiram entrar na Força e sobre o fascínio pelo voo.

Confira os depoimentos:

Major Aviador Daniel Galvão de França (Esquadrão Harpia – 7º/8º GAV):

“Nasci num Hospital da Aeronáutica, meu pai era da FAB, então cresci vendo aviões e helicópteros voando quase todos os dias e isso virou uma paixão. Na Academia da Força Aérea (AFA), me identifiquei muito com a Aviação de Asas Rotativas, porque os instrutores de voo falavam de missões reais, como resgates, levar mantimentos para desabrigados, levar vacinas à Amazônia, ajudar brasileiros em comunidades remotas. Ouvi esses relatos e coloquei como ideal de vida: pilotar helicópteros e salvar vidas.”

 

Tenente Aviador Lúcio Mauro Campos Silva Júnior (Esquadrão Pelicano – 2°/10° GAV):

“Servir ao país cumprindo missões de Busca e Salvamento é mais que voar, é fortalecer o lema: “para que outros possam viver”. O sentimento vai além de exercer uma profissão ou um ofício, traduz-se em dedicação à vida humana. Sou grato pela oportunidade de integrar o Esquadrão Pelicano, como piloto e resgateiro, trilhando o caminho aberto por nobres e abnegados aviadores.”

Tenente-Coronel Aviador Mateus Barros de Andrade (Comandante do Esquadrão Pampa – 1°/14° GAV):

“Estudei sete anos no Colégio Militar de Brasília, onde surgiu meu interesse pela FAB. Ingressei na AFA em 1994 e realizei o curso de especialização da Aviação de Caça em 1998, no Esquadão Joker, em Natal (RN). Eu me considero um afortunado por, dentre 25 anos de serviço, ter voado 20 deles na Aviação de Caça, realizando as mais diversas missões dessa aviação. Ser piloto da FAB não é apenas uma profissão, mas um estilo de vida delineado pela ética e pela moral.”

 

Tenente Aviador Guilherme Marques de Souza (Esquadrão Netuno – 3°/7° GAV):

“Ao chegar o dia 23 de outubro, remeto-me aos tempos de criança em que voar era, apenas, um grande sonho. Ingressei na FAB em 2011, pelo concurso da AFA, e, após percorrer uma longa jornada, conquistei aquilo que sempre sonhei. Hoje, piloto de Patrulha do Esquadrão Netuno, tenho o orgulho de cumprir, diariamente, as missões de patrulhamento preventivo ao longo do litoral do nosso país, bem como a nobre missão de Busca e Salvamento.”

 

Tenente Aviador Johnata Tavares Soares (Esquadrão Falcão – 1°/8° GAV):

“O principal motivo de ter escolhido a Aviação de Asas Rotativas foi a admiração pela grande missão de salvar vidas. O que me fez decidir foi ver que todos, mecânicos, operadores de equipamento, homens de resgate, são uma grande família e estão sempre unidos para cumprir sua missão máxima, que é salvar vidas. Isso pode ser em tempos de paz, fazendo buscas ou resgates, ou em tempos de guerra.’’

 

Major Aviador Leonardo de Moraes dos Santos (Esquadrão Carcará – 1°/6° GAV):

“Ao longo da minha atividade operacional, dentro da Aviação de Reconhecimento, tive o privilégio de realizar missões de grande importância estratégica. É um orgulho imensurável ter a certeza de que, a cada decolagem, estou contribuindo para a melhoria de nossa sociedade. Essa contribuição está diretamente relacionada com a missão da Força Aérea, seja na manutenção da soberania do nosso espaço aéreo, na integração de nosso território ou no zelo e defesa de nossa Pátria.”

 

Tenente Aviadora Naiara de Sena Pereira (Esquadrão Gordo – 1°/1° GT):

“A vontade de voar na FAB veio das histórias que meu pai contava, desde que eu era pequena, sobre as missões que ele fazia como aeronavegante. Essas histórias me fascinavam e tenho a satisfação de hoje poder escrever as minhas próprias. O prazer de ser aviadora na Força Aérea não se resume apenas em voar, mas em poder contribuir nas diversas missões que executamos em prol do povo brasileiro.”

 

Texto e fotos – Força Aérea Brasileira