Boris Johnson Typhoon RAF caça
Primeiro-ministro britânico pilotou caça da RAF e ainda participou de reabastecimento em voo. Imagem: No. 10 Downing Street/Captura de tela.

Mesmo em meio à enorme polêmica de sua iminente saída, o primeiro-ministro do Reino Unido Boris Johnson curtiu o voo em um caça Eurofighter Typhoon da Força Aérea Real (RAF) na última quinta-feira (14).

Durante seu discurso de abertura do show aéreo de Farnborough, Boris falou sobre a experiência durante sua visita na base aérea de RAF Coningsby. Ele voou em um Typhoon T.3 de dois assentos, junto do Wing Commander Paul Hanson. 

“Depois de um tempo o comandante me disse: “Você quer experimentar?” E eu respondi: Você tem certeza? Me parece muito caro, temos apenas 148 deles e custam cerca de £ 75 milhões.”

“Ele disse “não se preocupe, você não pode quebrá-lo” e eu pensei “Oh bem, famosas últimas palavras.” Então empurrei o joystick para a direita e fizemos um aileron roll e então puxei o joystick de volta e fizemos um loop fantástico. E então eu fiz uma coisa mais complicada chamada tunô barril, em que eu empurrei o manche para cima e para a direita um pouco.”

As imagens do voo foram divulgadas nesta segunda-feira (18) pelo escritório de Boris. Ele gravou um vídeo durante um reabastecimento em voo e ainda “mandou um joinha”. 

Interessantemente, o avião-tanque era o Voyager KC.2 ZZ336 chamado de Vespina. Trata-se de um Airbus A330 MRTT da RAF que além de reabastecer outros aviões, também apresenta configuração VIP para o transporte de autoridades. Por isso, o Vespina também é apelidado de “Boris Force One”, em referência ao primeiro-ministro e ao Força Aérea Um dos EUA. 

Boris Johnson Eurofighter Typhoon RAF
Boris Johnson no cockpit do Eurofighter Typhoon. Foto: Andrew Parsons / No. 10 Downing Street

As comparações dos tabloides com o filme Top Gun: Maverick, lançado em maio, foram quase inevitáveis. “Um deles é um primeiro-ministro aposentado com o codinome Big Dog. O outro, um piloto de testes magro e jovem conhecido como Maverick”, compara o texto de Patrick Serra do The Telegraph

Ao mesmo tempo, o voo de Boris no caça Typhoon também gerou polêmicas. No início deste mês ele anunciou sua renúncia ao cargo que possui em julho de 2019. Após uma série de renuncias de ministros e secretários, foi a vez de Boris “pedir pra sair”, envolvido em escândalos do Partido Conservador. Apesar da renuncia, Boris disse que permanecerá no cargo até que a sigla encontre um novo líder, algo que deve acontecer até setembro.