Aeroporto de Jacarepaguá
Foto - Infraero/Divulgação

Entidades e empresas buscam soluções que atendam os setores envolvidos, mantendo o nível de desempenho da segurança operacional e do fluxo de tráfego aéreo do aeroporto

O Grupo de Trabalho (GT) formado pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), pelo Centro Regional de Controle do Espaço Aéreo Sudeste (CRCEA-SE), pela NAV Brasil, pela Infraero e por representantes de empresas operadoras de helicópteros se reuniu, no Auditório da Infraero, nos dias 11 e 12 de novembro, para discutir o ruído no entorno do Aeroporto de Jacarepaguá (SBJR). 

O GT foi criado em busca de soluções que atendam os setores envolvidos, mantendo o nível de desempenho da segurança operacional e do fluxo de tráfego aéreo do aeroporto.

Localizado na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro (RJ), o SBJR funciona das 5 horas até às 22 horas e é vocacionado para a operação de voos visuais, ou seja, sem a utilização de equipamentos de auxílio à navegação.

O trafego aéreo da unidade é de aeronaves de pequeno e médio porte operadas pela aviação geral, além de atividade offshore, que são os helicópteros que operam em plataformas de exploração de petróleo e gás fixas ou flutuantes. Sua capacidade máxima de operação é de 31 movimentos por hora, contabilizando mais de sete mil movimentos por ano, entre pousos e decolagens.

O CRCEA-SE, Órgão Regional subordinado ao DECEA, apresentou o histórico da confecção da Carta Aeronáutica Visual (VAC) do aeroporto, desde 2012. Assim, foi possível constatar que a configuração de navegação continua a mesma, ou seja, as aeronaves de asa fixa e rotativa fazem sistematicamente trajetórias idênticas, não houve mudança de rotas.

Em 2015 e 2019, foram feitas atualizações na VAC, sem nenhuma alteração nos portões de acesso ao circuito do tráfego da região. Em agosto deste ano, o DECEA emitiu a Publicação de Informação Aeronáutica (Suplemento AIP) nº 93, com uma alteração significativa para o tráfego aéreo local.

O documento informa sobre a elevação na altura que as aeronaves evoluem no circuito de tráfego, o que significa que os procedimentos de voo (pouso e decolagem) são realizados em altitudes mais altas, diminuindo o ruído no entorno.  

De acordo com o Chefe da Divisão de Coordenação e Controle do Subdepartamento de Operações do DECEA, Tenente-Coronel Aviador Diego Henrique de Brito, durante a reunião houve consenso entre os envolvidos na mudança do perfil (altitude) da circulação visual. 

“Todas as iniciativas do DECEA, feitas de forma colaborativa com órgãos de governo e empresas, são no sentido de encontrar as melhores práticas em prol da sociedade.”

“É um compromisso. Não é à toa que o Brasil ocupa posição de destaque no cenário da aviação mundial, é um reflexo de sua missão de prestar um serviço de excelência, em consonância com as recomendações da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), da qual somos signatários desde 1944”, pontuou.

Debates

O GT já vem realizando reuniões há alguns meses, com a finalidade de aumentar a consciência situacional sobre a questão. No dia 26 de agosto, por exemplo, o grupo também se reuniu com a administração aeroportuária, com a NAV Brasil, e com representantes das empresas operadoras de helicópteros.

Já no dia 8 de outubro, o Chefe do Subdepartamento de Operações do DECEA, Brigadeiro do Ar Eduardo Miguel Soares, e o Chefe da Divisão de Coordenação e Controle (DCCO), Tenente-Coronel Aviador Diego Henrique de Brito, receberam uma comitiva da Petrobras, representada pelo Gerente Executivo de Logística de Exploração e Produção, Daniel Gago; pelo Gerente de Segurança e Competência em Aviação, Carlos Eduardo Xavier Pinto; pelo Engenheiro Thyago Hermeto e pelo Consultor Adilson da Silva Lemos Júnior.

 

 

Via: DECEA

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