Em uma entrevista para a FlightGlobal, o presidente da Boeing, Dennis Muilenburg, confirmou que os recentes problemas da Boeing não atrasaram o cronograma do seu novo avião, conhecido por enquanto como NMA (novo avião de médio porte).

Oficialmente a Boeing mantém a previsão de lançar o NMA em 2020, mas também acredita que possa ocorrer algo no 2º semestre desse ano, dependendo do andamento do projeto, e de outros programas da empresa.

Mesmo assim, a Boeing já está em fase de projetar o novo avião, e continua com a meta de colocar a aeronave em serviço até 2025.

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“Nosso cronograma amplo geral desse programa não mudou. Nós ainda vemos isso como um tipo de avião de entrada em serviço de 2025”, diz Muilenburg.

Ele não revelou se o projeto sofreu alterações, visto que a Boeing remanejou uma quantidade considerável de engenheiros do programa 737 MAX para os primeiros estudos do NMA. No momento a prioridade da empresa é o 737 MAX, a Boeing retirou engenheiros até mesmo do 777X para tentar retomar os voos com a aeronave.

Apesar disso, Muilenburg ressaltou que foi incorporado no projeto um “processo de decisão em duas etapas”.

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O foco da Boeing continua sendo no mercado de 220 a 270 assentos, mas algumas companhias da Ásia estão interessadas em capacidade de carga, e no projeto de fuselagem oval para um novo widebody mais eficiente que o 787-8. Ao mesmo tempo, companhias da América do Norte e Europa querem um avião com a maior eficiência possível no consumo de combustível por assento, e com amplo alcance para voos transatlânticos.

A Boeing poderia facilmente gastar mais de US$ 15 bilhões na NMA, de acordo com Ken Herbert, analista da Canaccord Genuity.

Esses custos foram questionados por um COO da Airbus, o Michael Schöllhorn, quando perguntaram a ele se a empresa desejava criar uma nova aeronave para concorrer com o NMA.

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“Por que diabos você iria investir US$ 12 a 15 bilhões para entrar nesse mercado e ficar preso entre uma rocha e um lugar duro?”, disse Schöllhorn.