A Associação Latino–Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (ALTA) informou que as companhias aéreas da região transportaram 307,3 milhões de passageiros em 2019, o que corresponde a um aumento de 3,9% no volume de viajantes (11,5 milhões de passageiros adicionais) em comparação ao ano anterior. 

No mês de dezembro, o número de passageiros transportados foi de 26,8 milhões, um crescimento de 0,8% em relação ao tráfego aéreo no mesmo mês de 2018.

Os mercados domésticos representaram 93% do crescimento total do tráfego aéreo em 2019. México registrou crescimento de 40%, superando pela primeira vez os 50 milhões de passageiros domésticos transportados; Colômbia cresceu 12,7% (3 milhões de passageiros adicionais); e Argentina foi o país com maior crescimento percentual, de 13%, adicionando 1,9 milhão de viajantes no sistema.

No Brasil, foi registrado aumento de 1,7% no volume de passageiros.

Apesar de menor do que em outros países da região, o crescimento representa um movimento de recuperação importante no ano em que uma grande companhia aérea que representava 12% do mercado deixou de operar.

No tráfego internacional, no entanto, o Brasil foi destaque, diante do crescimento modesto da região em 2019, de 1,1%. O número de vôos da rota Brasil-Portugal mais do que dobrou em relação a 2018. O aumento foi de 105,5%, fato potencializado pelo aumento da freqüência de vôos de Latam e Azul entre os dois países.

Sobre o bom desempenho do Brasil no tráfego internacional, Luis Felipe de Oliveira, diretor-executivo e CEO da ALTA, completou informando que “é importante destacar a implementação de políticas positivas, como a eliminação por parte do Brasil da exigência de visto para cidadãos americanos, japoneses, canadenses e australianos, o que gerou, apenas no primeiro semestre do ano, um crescimento de 16% no número de turistas que visitaram o país”.


De Oliveira destacou também que, apesar de o ano ter sido de inúmeros desafios é importante comemorar os resultados: “A região enfrentou instabilidades econômicas e sociais, o que afetou grandes mercados como Chile, Colômbia e Equador. O setor, no entanto, permaneceu resiliente, com crescimento acima do crescimento do PIB, estimado em 0,1% pelo Fundo Monetário Internacional, e com uma melhora significativa na conectividade. Foram 212 novas rotas / serviços iniciados no ano: 125 domésticas e 87 internacionais. Operamos em uma região com oportunidades de ouro, impulsionadas pelas belezas naturais e culturais de nossos países, pela complexidade geográfica de que o transporte aéreo é necessário e pelas companhias aéreas comprometidas com a sustentabilidade da aviação.”

 

Via – ALTA

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