TU-160 Blackjack- Foto; Força Aérea Russa

A ida dos Bombardeiros TU-160M “Blackjack” à Venezuela, em dezembro de 2018 deu muito o que fala na época, aliás os poderosos bombardeiros tem uma capacidade destrutiva significativa.

Os norte-americanos questionaram tanto a Rússia quanto a Venezuela sobre o fato, mas um tempo depois as coisas pareceram se acalmar em relação a este assunto, até essa semana, quando foram coletados alguns detalhes dos Tu-160 e parece que foi por meio de espionagem. 

Na época que os TU-160 foram a Caracas, informações a respeito das aeronaves foram colocadas em envelopes do chá “Tsarska Korona”.

Pelo que parece essas informações foram coletadas por um agente que, obviamente, não teve a identidade revelada e esse as entregou para um agente da CIA (Inteligência Norte-Americana), que estaria em Caracas.

Caça SU-27SM escoltando um TU-160 sobre o Mar Negro- Foto: Russian Airforce

Com tais informações nas mãos se teve acesso as atualizações do bombardeiro que está em processo de modernização, com algumas unidades já entregues a Força Aérea da Rússia.

A Rússia também está modernizando outros bombardeiros da época da guerra fria, um deles é o TU-95 e o M2M, que também já tiveram algumas aeronaves entregues à Força Aérea da Rússia.

Algumas atualizações fazem parte desta versão modernizada do clássico Blackjack, entre elas as novas versões dos motores  Kuznetosov NK-32 e novos dispositivos como a incorporação do radar Novella NVI.70 (no lugar do Obzor-K); o sistema de navegação K-042KM (que abrange o navegador inercial BINS-SP-1, o dispositivo de navegação astronômica ANS-2009M e um computador de navegação); o radar de navegação DISS-021-70, o receptor de navegação por satélite A737DP, o piloto automático ABSU-200MT e a suíte de comunicação S-505-70; novo sistema de displays digitais e o pod Raduga APK-9E Tekon para uso com as bombas UPAB-1500.


Isso em outras mãos é um prato de sopa cheio.

A Rússia até então não tomou nenhuma atitude, pelo menos até onde sabemos, os EUA também não falaram nada a respeito. Mas de fato é curioso que a prática de espionagem ainda continue em pleno século XXI, o que mostra que estratégia e conhecer o que um possível inimigo tenha, faz uma grande diferença.

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